Um terço das execuções no mundo se passam na China.
Em nenhum lugar do mundo são executadas tantas pessoas como na China, mesmo há um ano dos Jogos olímpicos as execuções continuam como em nenhum outro país do mundo, é verdade que de acordo com as estatísticas publicadas pela Anistia Internacional as execuções ocorridas no ano de 2007 foram a metade daquelas praticadas no ano anterior, mas mesmo assim representaram cerca de 30% de todas as execuções no mundo.
Amnesty International-Stern Magazine
Ainda de acordo com a matéria publicada na Stern e se utilizando da base de dados da AI, em 2007 foram efetuados 1252 execuções em todo o mundo, 21% á menos do que em 2006.
As posições dos países em relação á execuções ficaram distribuídas desta forma:
90% das execuções mundiais foram creditadas na conta da China e mais quatro países do mundo:
| País | Execuções |
| China | 470 |
| Irã | 317 |
| Arábia Saudita | 143 |
| Paquistão | 135 |
| USA | 42 |
Apesar do recuo no número de execuções chinesas é verdade que os totais são mantidos como segredo de Estado, mesmo a Anistia Internacional considera a hipótese em serem milhares os executados pelo regime de Pequim.
A China continua defendendo sua posição em relação á pena de morte, de acordo com a afirmação da porta-voz do ministério do exterior chinês, Jiang Yu, o povo da China não aceitaria a eliminação da pena capital e que as execuções atingem um ¨pequeno número¨ de criminosos da mais alta periculosidade.
Panorama Mundial da Pena de Morte.
- 62 Estados no mundo possuem a pena de morte em seus códigos penais.
- Três Estados aboliram a pena de morte em 2007, Albânia, Ruanda e Ilhas Cook.
- Em 2007 foram condenadas 3347 pessoas em 51 países á pena de morte, 13% á menos do quem em 2006.
- A pena de morte não é praticada somente em casos de delitos graves contra a pessoa, assim na Arábia Saudita a Homossexualidade é motivo para a pena, no Sudoeste asiático o tráfico de drogas e na China a corrupção e sonegação de impostos reservam o mesmo destino.
- Seguindo uma relação execuções x número de habitantes, a Arábia Saudita foi o país com maior número de execuções sendo seguida pelo Irã e pela Líbia.









Eu sou contra a pena de morte. Mas nao porque eu acredito em direitos de criminosos.
Eu acho que um indiduo morrer e’ uma saida muito facil para o crime cometido. Ele tem que sofrer num lugar solitario para o resto de sua vida. Isto e’ pior que a morte. E e’ isso que os responsaveis por crimes hediondos merecem.
No mercy!
Se o PT fosse na China, não iria sobrar um…
Países na maioria de mentalidade bárbara - ou muito próximos disso.
Todavia não compreendo muito bem o rigor aos gays nos países islâmicos: os impulso de parte da populacao masculina nesse sentido são tão evidentes! Macho andando de mão dado com macho na rua (amigos, mas essa prática não esconde uma tendência homossexual na cultura), homens no egito, na quase impossibilidade de tocar mulher antes do casamento, se inflamando com outros homens - é o maior roça, roça, me informam. E não é só no Egito não.
Em valores absolutos sim, Féliz, mas em valores relativos (à população do país) os países que mais executam são Arábia Saudita, Irã e Paquistão. A China neste caso fica em quarto lugar.
Quis dizer Félix, não Féliz.
Cláudia,
Perfeito, em termos relativos a China está abaixo de outros países.
Mas saindo dos totais absolutos e relativos gostaria de saber sua opinião pessoal sobre a pena de morte, ela seria justificável na sua maneira de ver em alguns casos ?
Como você se situa dentro desta questão ?
Em tempo, uma notícia dos USA:
US supreme court rejects lethal injection challenge
Questões de fundo religioso, moral ou ético não podem se sobrepor no debate sobre a pena de morte uma vez que deveria se tratar de uma questão laica sujeita apenas aos ditames de um Estado democrático laico que conte com um ordenamento jurídico-legal eficiente que permita estabelecer de forma convincente a culpabilidade no eventual delito. A condenação em si, na minha avaliação, não pode ter o sentimento de vendetta. A pena capital não deveria ser usada como exemplo no sentido de dissuadir eventuais criminosos e sim para encerrar a possibilidade da recorrência do evento criminosos. No Brasil, tendo em vista o Poder Judiciário ineficiente, perdulário, corrupto, venal e elitista, a pena de morte seria uma espada de Dâmocles sobre a população socialmente marginalizada.
Sou contra a pena de morte é uma barbárie incompatível com as funções do Estado, somando-se o fato de que inocentes podem ser mortos, o processo penal pode falhar, a morte de um inocente não pode justificar a de 100 criminosos. E para esses, a prisão, de certa forma o sujeito perde a vida quando encarcerado
Mas é curioso observar os EUA nesta lista macabra, há algo de fundamentalista naquela sociedade aberta.
José Antônio
Só complementando, a pena de morte oficial seria um instrumento de “limpeza” bem ao gosto da direita embrutecida, mas na prática observamos que a pena de morte ocorre diariamente no Brasil e a maioria dos mortos são pobres e negros.
Rogério, pelas razões que você levanta sendo a principal a fragilidade do sistema legal, realmente fica difícil ser a favor da pena capital. Entretanto a pena de prisão perpétua permite que um criminoso irrecuperável possa cometer novamente o delito dentro dos muros de uma prisão, seja contra um guarda penitenciário, seja contra outro preso ou seja contra um eventual refém. Temos casos no Brasil de menores de idade que já assassinaram mais de dez pessoas. A legislação permite que após alguns anos todos ganhem a liberdade, quantos irão reincindir no latrocínio, no sequestro ou no homicídio ? Já está constatado que certo percentual de presos que recebem o benefício da saída temporária, utilizam o benefício ou indulto para cometer novos crimes. Na minha avaliação crimes contra o patrimônio não deveriam ser passíveis da pena capital, porém crimes contra a vida deveriam contar com esta possibilidade derradeira de punição caso o país possuisse um sistema jurídico-legal democrático, eficiente e transparente.
A pena de morte para mim se relaciona com uma absurda pretensão de perfeição impossível a qualquer ser humano ou sociedade sendo, por isso, cínica. É como se a sociedade se colocasse como absolutamente isenta de erros e, por isso, se desse o direito de eliminar aqueles que não estivessem à altura da sua perfeição. Também parece, embora não tenha nenhuma base concreta para afirmar isso, que em termos de prevenção não produz exatamente o efeito desejado. Em resumo, não se trata de uma boa solução. Ou melhor, não é uma solução.
José Antônio:
Num Estado laico e democrático de direito, o que você diz é inquestionável. Mas num Estado que, por exemplo, considera a Sharia como a quintessência da revelacao divina e inquestionável, a coisa é diferente…
Outra coisa que seu comentário nao parece abranger é a China, que näo é regido nem por uma medieval ou pré-medieval Sharia nem é um Estado democrático de direito. Estudei, por conta, um pouco de direito soviético (havia uma colecao com 12 tomos em francês na biblioteca da facul, o aproveitava os intervalos para satisfazer minha curiosidade sobre o tema, que por extensao acaba valendo, pelo menos alguma coisa, para entender a lógica chinesa).
Primeira diferenca entre o direito ocidental e o marxista reside no fato de que o nosso tem a pretensao de ser nao ideológico. Porém, no soviético, o indivíduo só tem sentido como elemento útil na sociedade. Se, por exemplo, um ladräo contumaz é considerado irrecuperável pelo sistema, sua vida pode ser descartada, pelo fato de o cidadao nao ser mais do que um fardo e peso para a sociedade. Ou seja, a vida näo é necessariamente um bem máximo a ser preservado.
Na China a lógica do sistema parece ser semelhante: elimina-se o fardo inútil, a família paga até a bala que o matou, e seus órgaos (dizem as más línguas) säo produto de exportacao. Já li que o país que mais exporta órgaos humanos é a China.
Outra característica interessante do extinto direito soviético é sua constituicao. Diferentemente das nossas, que declaram direitos e deveres, as soviéticas serviam basicamente para indicar os “avancos do Estado socialista”. Assim, infeliz pretender usar a Constituicao em defesa de seus direitos individuais seria uma manobra muito arriscada.
Claro que, no Brasil, antes de pensar na pena de morte teríamos de atacar a questao social, e de frente. Há todavia pessoas respeitáveis que aqui a defendem, como o rabino Sobel.
Quanto à idéia da pena de morte em si, traz em seu bojo, como bem disse, o objetivo de proteger a sociedade e evitar a repeticao de atos criminosos, mas também, secundariamente, a ideia de ser fator de dissuasao de atos ilícitos. Quanto ao fator vinganca, de há muito que nao faz parte da doutrina do tema.
Pessoalmente sou contra por quê já tentamos construir um prédio até o céu e deu o que deu (Babel), cada qual em seu lugar, vida e morte é atributo de Deus e não a reles mortais, com relação a essa tal de pena de morte já vi cálculos que sai por pelos menos 1 milhão de dólares para matar alguém (estrutura para isso, apelação, auditório para o show, tribunal especial, médico especial, objeto para matar, enfim coisa cara) que aliás acredito piamente, ademais se o malandro apronta dentro da cadeia, fazer o que, fique lá este para sempre pois teve escolha e escolheu errado, a vida humana é única e sagrada dentro de sua individualidade e ninguém tem o direito de tirá-la, não conhecemos as punições para tal sacrilégio que serão aplicadas no “outro lado” e a nós não compete tal ato, -não se pode corrigir um erro com outro erro-.
Cláudia,
Obrigado pela clareza da resposta.
Cláudia:
Me coracao está contigo. Você expressou exatamente o que sinto no seu comentário de n.° 12. Todavia, penso como o José Antônio no seu comentário de n.° 11.
Ou seja, meu sentimento se identifica com o seu, mas minha razao com o pensamento dele em relacao ao tema.
Qual o sentido em se permitir que um psicopata assassino receba indulto de Natal e saia comentendo cometendo mais crimes, como acontece todo o ano em Sampa e outros estados brasileiros? E a vida de suas quase certas vítimas, dentro e fora do presídio?
Se o Brasil fosse o Judiciário nao fosse o que sabemos que é, se nosso país nao tivesse tantas mazelas, seria também a favor da pena capital.
“vida e morte é atributo de Deus e não a reles mortais”
Sutter:
Verdade? Tanto a Torah quanto o Coräo, que julgas também um livro inspirado, admitem a pena capital para diversos crimes.
-Nossa muito boa lei deve ser cumprida- isso é o que o pessoal está a dizer, mas já sabemos as mazelas deste Brasil à fora e bem conhecido por todos, a lei existe mas por que não é cumprida, ai! bem! isso já é outra história, mas a tragédia da morte de um não vai trazê-lo de volta mesmo aplicando este ou aquele instrumento capital de punição, não entendo o desespero e irritação pela fragilidade das instituições brasileiras em punir e controlar o crime através da necessidade de matar alguém -como bem disse de forma simples o massaranduba- o preso estará a pensar nos seus atos e desatos da vida enquanto preso estiver-, é isso ai a solução.
Zé Mané
O torá e Corão são também temáticos e históricos fora o lado religioso claro, e deve ser compreendido assim senão vamos achar solução para tudo lá dentro, inclusive suicídio meu e seu! De preferência explodindo.
Sutter:
A lógica do JA vai no sentido inverso do que entendeu - o sistema judiciário é tao frágil no Brasil, que a existência da pena capital redundaria em muita injustica, especialmente para as classes mais desassistidas.
A lógica da pena capital também de há muito deixou de ser vinganca. Peocura-se com ela evitar a repeticao de quase certas agressoes à sociedade e, em última análise, à integridade física dos indivíduos. Lembre que, no Ocidente, só se admite a pena de morte nos crimes contra a vida, excepcionalmente nos crimes de guerra ou de traicao à pátria.
Sutter:
A Sharia, desgracadamente, é base do sistema penal de muito país islâmico, e levada muito a sério. É um código medieval bárbaro - mas muita gente nao se apercebe disso.
Quanto a tentar justificar a pena de morte com base em códices religiosos antigos, concordo com você, soa um absurdo. Mas vá disser isso lá no Oriente.
José Antônio
Pessoalmente sou contra a pena de morte em qualquer circunstância para qualquer tipo de sociedade, mesmo o estado democrático de direito mais evoluido não é evoluido o suficiente para evitar erros, quem julga alguém ainda são pessoas, o jurí é composto por pessoas que podem errar.
Indico abaixo um artigo do jurista Dalmo Dallari no qual ele é veemente contra a pena de morte. O renomado jurista informa que a pena capital caiu no Brasil justamente por um erro, quando um inocente foi executado.
Ainda segundo Dallari, o estado não pode utilizar a lei do talião, punir alguém por matar outro, matando. Senão seria válida a pena de estupro ou outra aberração.
Neste mesmo artigo ele cita numeros indicando que a pena de morte não tem mesmo nem o dom prático de coibir novos crimes, mostrando dados dos crimes ocorridos nos EUA comparados com os da Inglaterra.
A íntegra é bastante interessante.
http://www.dhnet.org.br/direitos/penamorte/dalmodallari.html
Zézinho>não vejo a correlação entre matou e morrerá, não senti a conexão, os asiáticos claro alguns, tem índices de criminalidade bem mais baixos e pib/per-capta próximo ao nosso e não precisam sair matando tudo e a todos a qualquer direito para a sociedade ficar mais justa e boazinha uns com os outros. É coisa de má educação pública e estrutura familia ruim.
Zé> entendi a sua preocupação sobre a sharia mas não compreendi? os muçulmanos sabem que ela é dura e rígida e a maioria aprova eu pessoalmente acho que se fosse implantada no Brasil funcionaria melhor que a simples -pena de morte- . Anti-semitismo e ofensa a negro seria pena de morte ou amputação da língua, viu! simples e funcional e ninguém se atreveria a encarar.
O que todos estamos esquecendo de comentar e’ como uma vitima se sente.
Em um caso onde algo horrivel ocoore com uma filha ou filho ou alguem que voce muito ama, as vezes a unica maneira de apagar a dor e’ vendo algum tipo d ejustica imediata. Nao estou falando que isso e’ verdade , mas do ponto de vista da vitima ela precisa de um tipo de finalizacao para apaziguar a dor.
Sutter:
Interessante seu pensamento, de inspiracao evidentemente nao ocidental. Em outras palavras, você concorda com a pena de morte para determinados crimes e a considera fator relevante na coibicao de ilícitos graves.
Conversei com um libanês xiita uma vez, ex-aluno meu. Me disse que o câmbio em Beirute se faz ao ar livre. Pilhas de euros e dólares nas mesas, mas ninguém se atreve a tocar. Se neguinho tentar, cortam-lhe a mao. Segundo ele, a coisa funciona.
Talvez devamos deixar de olhar ou aquela parte do mundo com nossos olhos críticos de ocidentais. Se essas leis sao fruto de valores e entendimento da Justica que cultivam, deixemo-los em paz com elas.
Contanto que nao venham para a nossa metade do mundo tentando impô-las a nós, tudo bem.
Zé> sou meio de lá também e se essa lei funciona a séculos quem sou eu para julgá-la, cumpra-se e pronto. Toda vez que queremos discutir e renovar algo logo vem um e outro e acha brechas e mais brechas e pronto acabou a lei, mas se puxar o facão e cortar a mão ou a língua rapidamente acaba a discussão, infelizmente não estamos preparados para a liberdade plena e questionamos demais tudo.
Zé> Opa! não concordo zé apenas disse que funciona e não discuto pois não me interessa, faço o bem e pronto não me preocupo senão também fico questionando tudo.
Sutter
Essas leis draconianas podem até funcionar, a ditadura chinesa não está funcionando muito bem?, a economia nas alturas e etc.
Acredito também que o estado totalitário de Orwell também funcionava muito bem, é impossível alguém cometer um crime sendo filmado 24h por dia.
Sob a minha óptica ocidental vejo que essas leis rígidas são atrasadas e o fato da muitos aprovarem não garante que sejam justas.
Há algumas décadas no Brasil imperava o sistema machista onde os homens faziam o que bem entendiam e a mulher era vigiada e o menor deslize era condenado, e é interessante saber que não eram apenas os homens que vigiavam e puniam as faltosas, as próprias mulheres assim agiam, eram fortes guardiões daqueles princípios. Ainda hoje vejo em rodas de mulheres, os comentários acerca da conduta de outras mulheres invariávelmente as qualificações, galinha, safada ou qualquer adjetivo que rotula aquelas mulheres mais livres em sua conduta sexual.
Como pode alguém ser guardião de um sistema que o oprime?
É difícil de entender, porém quem vive fechado em um determinado sistema, sem outros pontos de referência vai achar que o mundo é assim, deve ser assim e sempre será.
Sem entrar no mérito de qual sociedade é melhor, todas possuem seus aspectos positivos e negativos, porém se um sistema é mantido fechado para outras idéias, não podemos considerar de todo bom, seria positivo se essas culturas dessem a cara a bater e aceitassem críticas, assim como ocorre na nossa cultura ocidental.
ZéMané, acho que minha visão e a do José Antônio são excludentes. Dizendo de outra forma o que disse antes, considero a pena de morte como uma tentativa da sociedade empurrar seus podres para debaixo do tapete. Ora, condenar alguém à morte pelos motivos expostos pelo José Antônio não passa, no meu entender, de um atalho para não ter de enfrentar os problemas reais que são muito complexos. Se o indivíduo transgressor e violento tem a chance de cometer crimes mesmo estando encarcerado é porque existem graves falhas no sistema carcerário. A solução, então, é matar o criminoso? Isso não faz sentido para mim.
Claudia,
se algo horrivel tivesse ocorrido a alguem muito amada(o) por voce.
voce mudaria sua visao?
Tente se colocar no lugar, mergulhar na dor de nao ter nunca mais alguem que s eama por causa d eum assassino barbaro e estupido.
Massaranduba
Você está absolutamente certo em relação á revolta que um assassinato de um ente querido pode causar, porém o Estado deve ser impessoal, não pode funcionar baseado em parametros emocionais e sim racionais, e será este que irá punir e não os cidadãos .Estes levados pela emoção podem até inclusive matar alguém no trânsito ou espancar alguém que nos ofenda a honra.
Rogerio,
concordo.
Mas o que eu quiz dizer e’ que sempre o estado e nos discutimos o assassino. E quase sempre esquecemos as vitimas.
E preciso de alguma maneira cudiar das vitimas.
Rogério
-Cada um com sua cruz- cada sociedade evolui e se descobre ao seu jeito, se alguém pensar que as muçulmanas não tem conhecimento da vida das ocidentais isso é irreal, elas só temem pelas mudanças e conseqüências também maléficas que isso acarreta, no mundo agora há mais mulheres do que homens e andando na rua da para perceber, e lá pelo menos elas garante o seu ou pelo menos coisa parecida, acho, contar com o desconhecimento e alienação de outros a qual citou é arriscado, não sabemos de fato até o que pensamos e achamos direito imagina a cabeça de uma mulher chinesa ou muçulmana,–se para elas está bom para nós está ótimo–.
Massaranduba
Essa é uma lacuna que o estado deve preencher, pois de ordem pública, também acho que deveria haver condutas do estado visando minimizar o trauma psicológico causado por uma perda trágica, como por exemplo a assistência psicológica aos familiares ou qualquer outra atitude neste sentido. Claro que uma perda é inconsolável mas pelo menos essas pessoas não se sentiriam tão desamparadas e solitárias na dor.
Essa é uma questão importante e tantas outras que visem o aperfeiçoamento do estado, como guardião do público, infelizmente hoje assistimos o assalto deste princípios pelos interesses privados cada vez mais poderosos, além do incrível poder paralelo do submundo.
Se você acredita em olho por olho, dente por dente, Massaranduba, seu raciocínio está correto. Para mim esse conceito de justiça não é válido.
Sutter
Pode ser realmente incapacidade minha de compreender a cultura alheia. De novo sob minha óptica, se as mulheres são reprimidas e relegadas à uma condição de submissão, por mais que eu tente, não consigo entender como estas podem achar isso favorável.
Mas é bom observar que no mundo ocidental as mulheres também foram também consideradas inferiores, porém com a revolução feminista e etc, as mulheres passaram a votar, a terem liberdade de vestirem como bem entendem, trabalhar e etc.
Não seria um caminho natural de evolução?
Valeu pessoal, um abraço a todos.
Claudia,
tentando interpretar sua resposta.
Entao, na sua opiniao, engole a dor, procura um psicologo, ou qualquer outra coisa.Desde que nao seja pena de morte.
“nao consigo entender como estas [as milheres] podem achar isso favorável.”
Acham sim. Lembro-me de um antropólogo cultural sobre um povo, se nao me engano, indiano. Perguntadas sobre se nao preferiam elas decidir com quem deviam casar ao invés dos pais, as meninas-mocas prontamente respondiam: “Absolutamente! Nao temos a experiência dos pais e certamente comenteríamos erros na escolha: nossos pais sabem o que é melhor para nós, e confiamos nas decisoes deles.”
No Japao existe o miay kekon, que procura aliar a sabedoria dos pais com o gosto dos filhos. Nao sei se funciona.
Boa noite a todos… modestamente me permito expressar que a pena de morte é algo inaceitável em tese, tal a incapacidade do homem, um ser falho, em agir com plena justiça ao permitir a pena capital, mas que na prática vem sendo utilizada ao longo da história humana. Em meu entender alguns crimes são de natureza tão animalescas e despertam tamanha indignação que é compreensível que o Estado, em seu papel punitivo, aja com todo o rigor.
Sutter
Agora lendo com mais calma o que escreveu e analisando melhor vejo que a teoria sobre o desconhecimento de outra cultura por parte das muculmanas é meio furada, mas há outros fatores a serem consideados como por exemplo a impossibilidade destas de experimentarem outras condutas, será que mesmo sabendo que há outras formas de agir, se assim quisessem, poderiam?
Pelo que lemos por aí, em alguns países é proibido a mulher sair sem véu ou a burca.
No entanto há que se considerar o costume. Assim como somos acostumados a usar roupas, apesar de ser proibido andar pelado na rua, mesmo em lugares mais fechados onde seria permitido, ou pelo menos não ilegal, como em uma festa familiar, não ficaríamos como viemos ao mundo de nenhuma maneira, portanto concluo, após dar voltas, que é o hábito que faz o monge e não tenho como não concordar com você sobre o fato delas poderem até gostar dessa situação.
É bem por aí, se elas estão bem, para nós está ótimo, se quisermos realmente respeitar e tolerar o outro, por mais estranho que possa parecer aos nossos olhos.
Na primeira lida não captei a aula de tolerância que passou. Se quisermos que haja tolerância devemos inicialmente procurá-la em nós mesmos.
Porque seres humanos matam seres humanos para ensina-los a nao matarem seres humanos????
\Mesmo assim sou em favor da pena de morte. O problemda china eq ue nao existe sistema judiciario, ai o governo faz uma ivestigacao, aponta o culplado e executam o cara.
E’ ja’ vi que as vitimas nao dao ibope.
Boa noite,
Me desculpo de antemão por comentar algo fora do tema proposto.
Estou escrevendo apenas para parabenizar o Félix por esse espaço interessante e todos os participantes pela excelente conduta e pela “fartura” deliciosa de idéias. Conheço cada um desses nomes dos blogs do estadão. Acompanhava as discussões antes daquilo se tornar o poço de rancores que bem sabemos.
O mais provável é que siga apenas lendo, como de constume, mas tive vontade de dizer que vocês têm uma leitora assídua que admira profundamente essa vocação para o debate inteligente e tolerante, tão raro ultimamente.
Abraços!
Paula Zambelli
Bom dia pessoal,
Mme. Zambelli,
Obrigado, na verdade o mérito pertence ao grupo de comentaristas, eu só sirvo cafezinho neste blog. rs
Espero que venha á participar das rodadas de discussão.
Carlos Jarbas,
Seja bem vindo.
a todos…gde. abraço.
Fala Carlos Jarbas,
Ontem à noite vi uma reportagem de um pessoal revoltado lá no Ceará com o Governador do Estado, que fretou um jatinho com dinheiro público para fazer um tour na Europa com a sua “comitiva”, levando as esposas e até a sogra do Governador.
Será que na China isso seria permitido?
Carlos Jarbas, você que vive reclamando que o Ceará é um estado pobre, precisa rever seus conceitos…
Como você também parece não considerar, Massaranduba, a possibilidade de um dia você ou alguém próximo de você se tornar réu. Tenho certeza de que se isso acontecesse você não gostaria de que a justiça fosse feita baseada em um único ato de sua vida.
Quanto à vítima, ela terá de lidar com a dor independente da pena imposta ao criminoso - a não ser que você considere que a pena tenha algum valor terapêutico. Para mim esse seria um desvirtuamento do sentido de justiça. Sendo minha perda irreversível e irreparável, o único sentido que a pena assume para mim é o de garantir que aquele que cometeu o crime seja definitivamente separado do convívio da sociedade. Tenho muito menos necessidade de que ele morra, do que de ter a esperannça de que coisas desse tipo não voltem a acontecer. Nesse sentindo, seria muito mais racional que, em lugar de gastar energia desejando a morte de alguém, que pouca diferença faria em termos práticos, eu me concentrasse em medidas preventivas.
Carlos Jarbas
Em 1999 visitei o Ceará, primeiro a capital Fortaleza depois a praia do futuro e aquela praia das areias coloridas, também as dunas que se movem com o vento e até o tal bitpark se é assim que se escreve não me lembro direito, e fiquei maravilhado com o lugar pois eu tinha uma impressão totalmente equivocada com o seu estado, as dunas eram de fato maravilhosas coisas do outro mundo me parecia as descrições do Saara africano pela minha avô, é difícil alguém não se sentir bem neste lugar é ideal para passeio e descontração, apesar das dificuldades de alguns percebi a alegria e entusiasmo do pessoal com seu estado, parabéns pelo Ceará ser assim e ainda bem que ele fica no Brasil.
Em tese sou contra a pena de morte.
Agora o que dizer quanto uma pessoa querida encontra à morte nas mãos de facinoras e o estado não consegue punir a contendo?
O que dizer de facinoras, assassinos que conseguem com um bom advogado livrar da pena?
Não consigo entender (apesar de tentar) uma sociedade onde a vitima ou familiares são esquecidos e o agressor ou assassino tem toda assistência inclusive com defensores pagos pelo próprio estado.
O que dizer também dos assassinos virtuais (existe este termo?), políticos que se apropriam de recursos da saúde principalmente e com isto contribuem para morte de dezenas ou quem sabe milhares?
Acho que tenho que rever minha tese. Infelizmente!
Um grande dia à todos!
Felix um grande abraço!
É que seu cafezinho é muito bom, Félix.
Rogerio
a unica alternativa a pena de morte seria a de prisao para recuperar o criminosos, omproblema e que, o condenado deve ser vestido, alimentado e alojado pela sociedade a qual ele agrewdiu atraves de um crime hediondo e a recuperacao dele e a maoir parte das vezes impossivel. A pena de morte vem a punir com justica crimes de morte. Assim de simples.
Claudia
saber que o assasino de um ser que voce amou quando em vida, foi morto pelo crime que cometeu, nao trara a vida o ser que voce amou e foi assassinado, mas sem duvida , trara conforto a sua alma.
Vamos ao caso do casal que, em Sao Paiulo, matou uma menina e a jogou pela janela.
esses mostros, quando condenados, pegarao no maximo 29 anos de cadeia, depopis de cumprir 1/3 da pena serao,postos em liberdade. isto e, a vida dessa anjinha inocente custara a esses mostros apenas 9 anos em cana, depois serao libertados, quem sabe, para abusar e matar outras criancas.
Os que assassinaram a daniela peres, estao em liberdade faz alguns anos….e ela continua enterrada.Po vao me dizer que a pena de morte nao e justa???
Mordechai
Os processos de condenação à morte levam, às vezes, 20 anos para serem cumpridos. Você acha que tem sentido passar todo esse tempo aguardando para que finalmente minha alma tenha conforto?
Claudia
voce tem razao, os processos deveriam ser mais rapidos, mas so saber que o assassino esta no corredor da morte aguardando o dia de ir por inferno, ja e um alivio.
Claudia,
sua teoria e’ muito bonita no papel. Mas a dor da perda e’ real.
Em um programa da TV publica (KPBS), de muito boa reputacao, foram feitas varias entrevistas com “experts” em pena de morte. Os “experts” falavam parcecido com a claudia.
Porem as entrevistas com as familias das vitimas era bastante homgenea. Todas elas nao sabiam explicar o porque da pena d emorte. Porem eram unanimes em afirmar que a pena de morte era efetiva em encerrar um capitulo muito dolorido. A diferenca e’, como falei, que “experts” sao sociologos, mas nao sao psicologos.
Ou seja, boa teoria mas ignoram por completo a dor alheia.
” a recuperacao dele e a maoir parte das vezes impossivel.”
Mordechai:
Errado: o índice de recuperacao nas prisao-modelo aqui em Maringá no Paraná é de 75%. Por que nao se transformam as prisoes em algo melhor do que um depósito de lixo? Falta de vontade política. E a constatacao nao é minha - é do grande ex-procurador Maurício Kuehne, meu grande ex-professor, que foi guindado daqui para o CNJ em Brasília, e está envolvido num programa de redesenho do sistema prisional em todo o Brasil.
E lá vai mais outra:
Entender a penal de capital como uma possibilidade näo é necessariamente admitir a penas de taliao como correta, o vulgo matou, morreu.
Näo votaria nao contra a pena de morte em casos de psicopatas, assassinos contumazes, irrecuperáveis e tipos assemelhados. Por exemplo, acho que Ygal Amir, em Israel, recebeu uma pena justa. Por mais que nao sejamos simpáticos ao assassinato de Rabin, somos capazes de entender o motivo de Ygal. Ygal nao é um psicopata, nao só merece os direitos que lhe concederam (visitas conjugais, ser pai) como em breve a liberdade condicional. E, quando sair de lá, te garanto que nao será um perigo social, näo sairá por aí matando políticos liberais judeus.
Às vezes o homicídio ocorre em circusntâncias que o Direito considera atenuantes, que reduzem a pena - isso sem mencionar o homicídio culposo (sem intencao de matar).
Pena de taliao pura no séc XX ou XXI é permitir que o nosso coracao enegreca com vinganca e maldade - nao devemos deixar-nos contaminar por algo tao nefasto.
Em tempo, ainda sobre a pena de taliäo, seu espírito, à época de sua instauracao, foi até humano: impedir que a vinganca estrapolasse limites, que fosse ainda mais cruel. Por exemplo, nao se matava apenas o ofensor, mais muitas vezes sua família, filhos etc. Ao contrário do que se pensa, a milhares de anos atrás essa lei foi, digamos assim, um avanco legal.
extrapolasse limites
Ze mane
o caso e que e facil falr da pimenta quando esta no dos outros.
O caso, na minha opiniao e de justica.
Quem tira uma vida tem que pagar com a dele, a dor de uma familia que perdeu um pai, um marido, um filho, nao se apaga com a recupercao de quem matou, e a situacao das vitimas tem que ser tambem analizada, nao apenas do criminoso.
Para mim nao deveria ser discutida a etica da pena de morte , mas a etica de matar outrem que conduz a pena de morte.
Porque e que a sociedade tem que vestimr , alimentar e alojar alguem que matou outra pessoa???
Ze mane
O que chamas lei do taliao e que deveria ser aplicada.
Em ISrael nao existe pena de morte porque um Judeu nao pode matar outro Judeu seja qual for o motivo, mas enforcamos e queimamos o corpo do nazista ecihman por considerarmos que viver perpetuamente preso nao era castigo suficiente para o crime que ele cometeu, alias nm a forca seria crime suficiente.
Pena que so podemos mata-lo uma vez, se pudessemos ressucita-lo e mata-lo de novo 6 milhoes de vezes, ai sim a justica estaria perto de ser cumprida.
Assassino nao merece viver. Esse e o principio.
a vinganca e um direito legitimo de todos ponto de vista.
Os seguidores de quem inventou a historia de tomar uma e dar a outra , nunca levaram a serio esses ensinamentos.
Bem, Massaranduba, devo presumir então que você também ignorava por completo a dor alheia quando escreveu seu primeiro comentário aqui?
Grato, Mordechai. Entendi seu ponto de vista. No entanto creio que a pena de morte, que inexiste em Israel, protege de tal sentenca, por óbvio, também os cidadaos árabe-israelenses.
Ao contrário do que ingenuamente supus, você tem opiniao formada sobre o assunto.
No Brasil não há oficialmente a pena de morte, a justiça é até muito branda e há até uma certa associação de policiais da chamada “banda podre” com o mundo do crime. Acredito que isso estimula a “justiça pelas próprias mãos” pela parcela da população menos favorecida da periferia ou, o que é ainda pior, esta acaba sucumbindo ao controle do “poder paralelo”.
Sou contra a pena de morte, mas seria preciso planejar uma estratégia para colocar esse pessoal fora de ação, permanentemente. Coibir o tráfico de drogas e de armas, umas das principais fontes de renda e poder da bandidagem, seria uma delas.
Pelo contrario, queria maximizar o alivio.
Mensageiro
poque e que a sociedade tem que alojar, alimentar e vestir assassinos???
Ze mane
e claor que a lei nao poderia ser seltiva. Quem e preso por assassinto em Israel nao e condenado a morte, seja ele arabe ou Israelense, o que e uma pena.
Na arabia saudita te tiram o peso dos ombros por ter falado mal do profeta, por exemplo, e em praca publica ( que vexame !!!)…eta povo civilizado!!!
Mordechai,
Não deveriam ser sustentados não, eles deveriam trabalhar para garantir, pelo menos parcialmente, sua própria subsistência em presídios estruturados para tal fim. E isso seria útil para mantê-los ocupados com algo digno.
Mensageiro,
voce acha que aqueles caras que arrastaram o menino pela rua ate’ o mesmo morrer merece algo digno? Honestamente?
Eles merecem fica rpreso pelo resto da vida em um lugar horrivel e ir morrendo lentamente. Mesmo assim seria uma morte bem mais caridosa do que sofreu o menino.
Massaranduba,
teria que se pensar quais são os riscos de tornar o Estado assassino. Assassino que mata assassino é um assassino bom? E se ele começar a ganhar desenvoltura para a coisa? Será pena de morte seria só para pobre, ou assassinos ricos, como nesse caso da menina que foi atirada pela janela, também a teriam?
Uma das tradições que eu acho que deveriam ser banidas de festividades cristãs é chamada “malhação do Judas”, pois acho que quem participa, não tem uma moral muito superior que a de um Judas. Vai ver que os delinquentes que esquartejaram aquele menino participavam de tal evento, pois citaram a expressão “boneco de Judas” para se referir ao menino.
Mensageiro,
ja’ falei que sou contra a pena de morte. Prefiro o apodrecimento lento na prisao, sem regalias, isolado, sem tv, sem ginastica, sem nada.
Mas achar que o reponsavel e’ a malhacao d ejudas e’ piada, nao e’?
Massaranduba,
Não sei se fui muito feliz, mas a malhação do Judas é apenas um exemplo que mencionei por 2 motivos: 1) Mostrar o perigo de usar o mal como um meio de resolver as coisas, pois quando ele cresce dentro de nós, não tem forma e nem direção 2)Não sou psicólogo, mas ao meu entender a malhação de Judas é um “ritual”, que involuntariamente pode passar um ensinamento subliminar de estupidez às crianças, que estão com a sua psique em formação. Ainda bem que com a modernidade, esses hábitos aparentemente estão sendo esquecidos.Acho que esse é um exemplo importante sim, pois o Judas é uma figura que todo cristão conhece. Perdoar o Judas é o caminho correto, até porque ele mesmo se arrependeu com sinceridade.