
NÃO EXISTE ESPAÇO NO NOSSO PARTIDO PARA O ANTI-SIONISMO !
De acordo com um dos mais altos lideres da esquerda alemã, Gregor Gysi do partido Die Linke, acusar Israel de imperialismo é crítica infundada.
Gregor Gysi
Com formação técnica em pecuária, formado em Direito, Gysi foi um dos principais atores no processo de transformação do antigo partido comunista da Alemanha Oriental, o SED, no atual partido da esquerda alemã, o Die Linke, transformando este novo partido no mais expressivo partido de esquerda da Alemanha pós guerra, este foi com certeza um fator positivo no processo de integração das ¨duas Alemanhas¨ após a queda do muro de Berlin.
A postura do líder político do partido mais á esquerda na Alemanha de hoje, Gregor Gysi, provocou surpresa nos observadores externos da cena política do país e desencadeou uma série de reações de resistência na ala anti-sionista de seu partido.
Gysis Machtwort irritiert GenossenDeftig geißelte Linke-Fraktionschef Gysi Israelkritik einiger Parteigrößen. Antizionismus habe bei den Linken nichts zu suchen. Die Genossen wehren sich.
A afirmação categórica de Gysi em relação á crítica á Israel irrita expoentes de seu partido.
Antes de me dedicar ao discurso deste líder da esquerda alemã, hoje ativo no Congresso-Bundestag, gostaria de fazer alguns comentários:
Existe uma linha no tempo que divide a esquerda na Alemanha e esta linha foi traçada em 2006 durante a segunda guerra do Líbano. Nesta época a ameaça á Israel ganhou um componente novo e realmente preocupante, não que os fatores anteriores não fossem preocupantes, nesta época ficou claro para muitos na Alemanha e Europa que o Irã havia decretado guerra contra Israel, uma guerra por procuração..é verdade, mas mesmo assim seguindo claramente um projeto político genocida, com técnicas de propaganda fascistas Ahmadinedjad armou um bando de terroristas, se apossou de parte do território libanês através do Hizbolláh e com apoio da Síria. As demais circunstâncias que geraram a necessidade de resposta israelense são conhecidas.
Dentro da esquerda alemã ocorreu uma ruptura, parte da esquerda que antes possuía uma postura extremamente crítica em relação á Israel foi obrigada a rever seus conceitos pois aqui não se tratava mais em se defender a posição de dois Estados e apoio á fundação do Estado Palestino, mas sim o risco da postura que em se opondo ao direito e necessidade de reação de Israel com o mesmo método e insistência com que alguns políticos de esquerda o faziam em relação ao problema palestino, a esquerda alemã não só estaria traindo os fundamentos do Socialismo, mas traindo a própria Alemanha em seu compromisso com Israel, em suma traindo Israel.
O momento crítico desta postura que vai além do anti-sionismo, é em essência anti-semita, aconteceu com as seguintes declarações que vieram desta esquerda que optou por um alinhamento irresponsável em relação aos árabes e hiper-critico em relação á Israel:
A ofensiva de Israel no Líbano se intensifica cada vez mais e isto ocasiona uma nova guerra no Oriente Médio. (Wolfgang Gehrcke-13.07.2006)
Nós temos que considerar que este ataque do Hizbolláh á uma patrulha israelense foi somente um pretexto para o plano de destruição total do sul do Líbano por Israel, provavelmente com apoio da administração dos USA. (Norman Paech-24.07.2006)
Nossa viagem é uma manifestação de nossa solidariedade ao povo libanês e um protesto com a condução da guerra ao Líbano feita pelos israelenses….A politica externa alemã tem que se abster de agir no conflito do Oriente Médio como braço tanto dos USA como de Israel. (Wolfgang Gehrcke-24.07.2006)
Eu tenho cá minhas dúvidas se oque ocorreu foi um incidente de fronteira isolado que acabou de desencadear uma reação de auto-defesa. Além disto Israel conduz uma guerra de eliminação contra milicias e contra a população do Líbano. (Norman Paech-Jornal TAZ, 26.07.06)
As declarações acima de dois expoentes da política alemã, Paech e Gehrcke, este último porta-voz para assuntos de relacionamento internacional do partido Die Linke feitas na época do conflito no Líbano, deixam claro o tipo de análise tendenciosa que certos setores da esquerda praticam, no entanto existe um contra movimento que se manifestou e se manifesta á esta situação. O fato da vice presidente do Congresso alemão, Petra Pau, também do partido Die Linke já ter se manifestado contra a tendência anti-sionista, reconhecendo que existe de fato uma ligação mais forte do que muitos gostam de reconhecer entre anti-sionismo e anti-semitismo, além de outros políticos da esquerda, demonstra a distância entre a esquerda alemã e a esquerda brasileira. Os motivos para o imobilismo brasileiros deveriam receber mais atenção, mas por vezes confesso acreditar que se trate de pura ignorância e preguiça mental mesmo, mas aqui existem outros interessantes fatores culturais que desempenham um papel dentro desta situação.
E por fim Gregor Gisy.
Em discurso feito na Fundação Rosa de Luxemburgo Gisy (14.04.2006), por ocasião do encontro ¨Israel, Palestina e a esquerda alem㨠ele foi categórico na questão da solidariedade á Israel e sobre a afirmação deste compromisso ser ¨Razão de Estado¨para a República Federal da Alemanha, ainda de acordo com ele o termo Imperialismo não pode ser aplicado á Israel de forma alguma. Esta está sendo a seqüência da luta dos sionistas dentro da estrutura do partido, uma luta que já dura tempo.
De acordo com uma matéria no TAZ de 18.04.2006
O partido Die Linke tem que ser claro e transparente no reconhecimento do fato de que Israel pertence ao fundamento do Estado alemão e que o partido tem que definitivamente se despedir do anti-sionismo, além disto existe a necessidade em se entender finalmente que uma democracia como a israelense não pode ser comparada á um regime imperialista.
O anti-sionismo de esquerda, que coloca sempre um ponto de interrogação no direito de existência de Israel não é defensável quer do ponto de vista moral quer do ponto vista político, além disto quando a discussão se direciona para políticas de ocupação não é possível que se pratique um discurso com dupla linguagem. Desta forma Gisy ao mesmo tempo que afirma sua decisão pela defesa de Israel mostra também uma clara distância do filo-semitismo de setores da política que considera qualquer crítica á Israel como algo fundamentalmente mau.
Paech, influente cientista político do partido que se encontra em viagem na África tentou diminuir o pronunciamento afirmando saber existir uma corrente sionista dentro da estrutura partidária e que no entanto esta posição não seria tão forte como alguns gostariam de supor, oque o senhor Paech ignora é que no Die Linke quem determina os rumos e diretrizes são suas bases, e bases bem informadas são um grande risco para aqueles que transformam posições de coordenação política como instrumento do próprio preconceito.









De que imobilismo você fala, Félix?
Cláudia,
¨De que imobilismo você fala, Félix?¨
Daquele que eu percebo, da incapacidade em separar Israel de uma situação, ou ainda um imobilismo que liga Israel á imperialismo e trata isto como dogma.
E como dogma impede que se veja a questão como tendo dois lados, é esta a minha percepção.
Mas hoje, da forma como as coisas estão, vocë acha que é possível olhar para Israel e não ver os Estados Unidos por trás dele? Nã uma relação umbilical entre esses dois Estados?
A relação entre ambos deve ser analisada dentro de um contexto, como situar este contexto de forma justa é outra conversa, parte da esquerda prefere ver exatamente da forma como Gisy condena, uma outra entende que se uma relação entre ambos países não existir, então quem não existirá mais é Israel.
Outra forma em defender a extinção de Israel é relativizar o valor da democracia, que apesar de não ser panacéia alguma é melhor do que ter uma bola de chumbo atada aos pés e ficar pensando até quando você vai poder continuar a falar e continuar vivo, ou em liberdade.
Esta liberdade, a de expressão, a intelectual, a liberdade que eu defendo, os países que cercam Israel e conspiram contra sua existência não possuem, e uma certa esquerda dentro do dogmatismo que comentei evita em ver esta situação.
Você vê diferente Cláudia ?
A superficialidade de meus conhecimentos sobre o assunto não permite que consiga entender este problema histórico, não consigo entender nem o básico I.
Pelo que entendo,sionismo foi um movimento criado visando o retorno dos israelenses espalhados pelo mundo para a terra original de seus ancestrais, até aí tudo bem, já voltaram e o Estado de Israel é uma realidade há décadas, o que me leva a crer que não há motivo algum para se falar em sionismo.
Parece-me que o que está ocorrendo agora é a luta pela sobrevivência e manutenção do Estado.
Salvo melhor juízo, associar a palavra com o status atual é extender demais o significado desta.
O que é um erro, na minha concepção. O que ocorre agora de fundamental importancia para o povo de Israel é conseguir sobreviver contra os grandes perigos que o cerca.
Ser contra a sobrevivência de um povo, independentemente do fato de termos sido favoráveis ou não a sua implantação, se gostamos ou não deles,é um crime contra a humanidade e ponto.
Porém o uso da palavra sionismo que na verdade é indefinível, gera problemas além do necessário, causa uma tremenda confusão na cabeça das pessoas, o que pode ser bom para quem quer na verdade confundir, não é fácil compreender os limites entre o anti-sionista e o anti-semita.
Não que eu não queira entender ou não possua o mínimo de capacidade de compreensão, no blog do Guterman li N definições da palavra de vários comentáristas e não consegui chegar a nenhuma conclusão definitiva.
Como não é um termo bem circunscrito, é possível que para alguns, sionista seja o imperialista racista,ou indo ao outro extremo, aquele que deseja viver em paz em sua terra.
Possívelmente deve haver um amplo espectro de cores entre estes extremos básicos.
Afirmar que um estado é ou não imperialista pode ser um subterfúgio um tanto simplista, pois o estado não é um monolito estático e com limítes definidos, o processo social e político altera-se constantemente e há todas as vertentes ideologicas que compoe uma sociedade, podendo inclusive uma vertente alterar sua ideologia ao sabor de circunstâncias, ainda mais se estas alterarem-se radicalmente.
Pelos inumeros exemplos da história sabemos que se
um estado não é imperialista ainda, há pelo menos um desejo mesmo que inconsciente de ser.
Antes que me chamem de anti -sionista, seja lá o que isso signifique,adianto que não há exclusividade alguma por parte de aquele ou outro povo neste atributo, nesta vontade expansionista.
Não é preciso ser tão atento para verificar que o ser humano ( e muitos outros animais ) não fica satisfeito apenas com o espaço suficiente, sempre precisará mais para atender suas necessidades reais e inventadas.
Mais díficil de entender é o fato de haver políticos alemães contra a existência do estado de Israel, as lições do passado não foram suficientes? Talvez no curso básico II eu começe a ver melhor esta situação.
“…uma certa esquerda dentro do dogmatismo que comentei evita em ver esta situação.”
Félix, se as relações entre os países do lado ocidental fossem um modelo de lisura e de cordialidade, essa certa esquerda não estaria fazendo de conta que não vê o que acontece nos países que cercam Israel. Eles só aparecem como alternativa porque algo não caminha muito bem do lado de cá e que talvez tenha também alguma relação com liberdade – só que não é uma relação tão imediata e que salta aos olhos como acontece na China e nos países árabes. Imagino que você, que se preocupa com a liberdade, saiba que a desigualdade econômica é um sinais mais proeminentes da falta de liberdade, não? Pois então, acho que a coisa caminha por aí. Eu tenho fé de que quando as relações econômicas melhorarem, as relações políticas melhorarão automaticamente. Mas enquanto existir um ou uns extremamente vorazes e que querem tudo para si, a coisa vai continuar patinando.
Rogério,
O Sionismo é um termo que mudou de significado através da História, só isto. Alguém que se denomine assim sabe porque o faz, oque vejo são os ¨anti¨ não saberem porque são contra, e oque vejo é a apropriação de Israel como instrumento de luta aos USA, isto é parte de uma ideologia.
Oque o politico comentado no texto faz, e ele é muito mais corajoso e coerente do que muitos que conheço por ai, é exatamente tentar separar as coisas e colocá-las em seus devidos lugares, pois ser Sionista, pró Sionista ou Neo Sionista, não interessa o termo, não torna alguém anti-árabe, anti-islâmicos ou anti-Palestinos. Você pode ser pró os dois.
Não sou no entanto capaz de separar anti-sionismo de anti-semitismo pelo simples fato, entre outros, de que o anti-sionismo não exercita algo construtivo, ele não prega uma limitação de um alegado poder de Israel em prol de um alegado explorado por este mesmo poder, ele prega a extinção de um Estado e serve persegue este propósito.
Como a História já demonstrou, não bastasse o absurdo da proposta, ele é somente continuidade de um processo histórico de perseguição que tem componentes irracionais demais para serem justificados.
Que existam alemães nesta condição eu também não compreendo, não é uma questão de inteligência, ela é mais séria do que isto.
Existe um artigo que está pronto para ser colocado aqui que demonstra mais ou menos as raízes da sobrevivência desta postura anti-semita entre os alemães, o pensamento que gera esta postura existe em outros países da mesma forma, com o agravante de que escudados numa inocência histórica, eles (os pensamentos) encontram pista livre para continuarem á serem disseminados.
Um bom feriado !
Oi Cláudia,
¨Félix, se as relações entre os países do lado ocidental fossem um modelo de lisura e de cordialidade, essa certa esquerda não estaria fazendo de conta que não vê o que acontece nos países que cercam Israel.¨
Não afirmo que o sejam Cláudia, mas existe uma diferença na luta por interesses nacionais e a intenção em eliminação de outro Estado. E lisura e cordialidade entre Nações são coisas óbvias e pertencem á diplomacia, quando o tom engrossa a coisa vai realmente mal.
¨A esquerda não pode fazer que não vê a situação, um partido político tem, se for um que preste para alguma coisa, um departamento que cuida de assuntos internacionais e o tema em questão pertence á ele, mas a forma com o qual é tratado é que é o problema.¨
Existe muito mais na opção anti-sionista do que os próprios esquerdistas querem admitir, existem mais interesses externos sendo defendidos sob a bandeira da justiça social, bandeira que está sendo mal tratada e corrompida com um discurso destrutivo do que querem admitir, e existem aqueles que não estão muito contentes com isto.
¨Imagino que você, que se preocupa com a liberdade, saiba que a desigualdade econômica é um sinais mais proeminentes da falta de liberdade, não?¨
Imagina correto Cláudia, me preocupo pois já fui privado dela e privado por um Estado, aliás como todos os brasileiros o foram durante a ditadura, mas a questão não é pessoal, a questão aqui é política, e Liberdade de expressão existe no Brasil, assim como a liberdade política sem que haja uma liberdade nos termos que você a define, a condicionando a uma situação de justiça social, não necessito desfilar indicadores brasileiros para justificar minha colocação.
Discordo do automatismo na melhora da situação atrelada á um certo avanço social, e principalmente quando desde o inicio se procura este avanço da forma errada como penso estar sendo,
Mas concordo com você no fechamento da sua mensagem, discordamos do caminho, não do destino..
Mas enquanto existir um ou uns extremamente vorazes e que querem tudo para si, a coisa vai continuar patinando.
Abraços !
Félix, desculpe mas se você concorda com o meu fechamento você concorda de um jeito meio estranho. Outro dia você escreveu sobre fome no mundo e no final colocou o Lula como vilão da história. Se não foi essa sua intenção, foi o que deu a entender.
A mesma coisa em relação a Israel. A história é comprida mas você pega só um pedacinho dela no qual coincidentemente os criticados são de esquerda, como se eles fossem os responsáveis por uma situação que vêm sendo construída há décadas e que está bem longe de seu início como você supõe (”…quando desde o inicio se procura este avanço da forma errada como penso estar sendo”).
É óbvio que não concordo com nenhum discurso de destruição de qualquer país, mas também acho que não existe coitadinho de lado nenhum. Acredito no direito de existência de Israel e acho que sua existência deve ser defendida. Este é um ponto. O outro ponto é que Israel é imperialista sim. A Grande Israel não é nenhuma viagem alucinatória e só não toma forma porque existem forças em sentido contrário. Se existisse uma autoridade no mundo com legitimidade suficiente para determinar que Israel ocupará esta área, que esse povo que se convencionou chamar palestinos vai viver sei lá onde e que os árabes vão ter que conviver com essa pedra no sapato deles, seria ótimo. Mas não há essa autoridade. Há inúmeras autoridades dispersas, cada uma defendendo o seu lado – não é exclusividade da esquerda fazer isso. Toda essa dispersão só confluirá a um ponto comum quando uma maioria de pessoas conseguir entender e tratar da situação da forma mais completa possível, sem apontar culpados de um lado só.
“Pelos inumeros exemplos da história sabemos que se um estado não é imperialista ainda, há pelo menos um desejo mesmo que inconsciente de ser.”
Será? Näo consigo perceber um Uruguai ou um Chile, nem mesmo uma Alemanha ou Áustria como imperialistas: as tentativas históricas no passado fracassaram. Israel, na minha percepcao, nao desenvolve também uma política expansionista, do contrário nao teria devolvido o Sinai ao Egito, nem teria criado uma faixa autônoma em Gaza e na Cisjordânia. Ou seja, a coisa parece caminhar no sentido contrário.
Cláudia,
A posição do Lula foi a posição dele, eu fiz um apanhado dos motivos e os relacionei, e não..NÃO gosto do Lula, não só pelas asneiras que ele fala, mas por ser ele quem é, num país como o Brasil observar um individuo deste na presidência me dá ânsia e este direito é meu.
Que ele tenha lá suas razões para dizer oque disse eu compreendo, mas não concordo com a explicação que ele deu, e num país onde 80% ou mais das terras produtivas estão nas mãos de 2% ou 3% da população a posição deste senhor me é não só estranha é intragável.
Se a História é comprida sobre Israel eu conto o pedacinho que me interessa dentro do texto que resolvi escrever, quem tem uma outra visão dos fatos que se manifeste…ou complemente meu raciocínio, não obrigo ninguém a pensar oque penso.
Sua opinião sobre Israel ser imperialista encontra exatamente o imobilismo da esquerda que comentei, e aliás na minha opinião se fosse assim então Israel seria o único país imperialista no mundo que tendo ganhado consecutivas guerras devolveu territórios, isto por si já deveria dar uma arquivada na conversa de grande Israel que é delirio da ala extrema direita, mas um delirio que ganhou realmente forças exatamente pela total incompetência e falta de vontade política da parte palestina.
Não concordo com a sindrome dos tadinhos, nunca vou concordar, eles tem autoridade sim, mas para coordenarem lixo, distribuição de docinhos quando matam uma criança israelense e para sugarem recursos do mundo á fundo perdido, a única resistência que fazem se baseia num equilibrio de poder baseado em ódio, não constroem nada que preste, não educam seus filhos para o futuro e isto á custa de idiotas inuteis pelo mundo afora que os veem como martires, entendo oque é justiça social mas não ando nas nuvens.
Terminando, eu sempre tive a disposição para criticar os erros de Israel, aliás concordância automática é um erro, só que como coloquei, para mim em especial a brincadeira terminou em 2006.
Meu alinhamento á Israel nada influência minha posição política, assim como o Meretz não é de direita por ser um partido israelense.
Eu acho que um grande problema é a conivência por parte dos palestinos com lideranças adotam práticas terroristas e que buscam uma solução só olhando o lado deles, querendo todo o território de Israel (os israelenses que se danem). Isso tira qualquer autenticidade de seu movimento e apoiá-los seria o mesmo que apoiar uma FARC ou um desses grupos de marginais que contolam os morros cariocas.
O MST, ao meu ver, ainda tem uma certa legitimidade porque ainda não trilhou por esse caminho de revolução sangrenta ou de banditismo.
A solidariedade dos países islâmicos da vizinhança se resume em fechar seus portões para aqueles palestinos que querem se refugiar do conflito e à apoiar os grupos terroristas que usam os usam como escudos humanos, massa de manobra e bucha de canhão.
E os socialistas, que geralmente vêem as coisas pela ótica binária proletariado X burguesia, ainda “viajam” pesado e lutam contra o Israel imperialista.
OLA PESSOAL
Olá, Mordechai!
Legal tê-lo já de volta.
Um abraço
Mensageiro,
Não posso comentar muito sobre o MST, oque leio principalmente na imprensa mais á direita são xingamentos sem fim, oque não ignoro no entanto é a importância de movimentos como este no Brasil, os métodos podemos discutir o objetivo no entanto é válido, outro ponto importante, quem comenta no Brasil casos como o de Eldorado de Carajás hoje em dia ? Foram 19 pessoas assassinadas por pertencerem á um movimento civil, isto é uma calamidade que não tem tamanho.
No mais só posso concordar com seu texto.
Mordechai,
O blog está sentindo sua falta.
abraço á todos !
Com relação ao imperialismo, acho essa palavra descabida em relação a Israel pois a diáspora reversa nunca pôde ser chamada assim, judeus estão voltando por que chegou a hora de voltar, simples assim, se os palestinos não sabem conviver em harmonia e ordem ‘junto’ com judeu, ai é outro problema! talvez de ordem religiosa ou política pois econômica fica claro que não, vejam que para eles é muito desvantajoso se afastar dos judeus, qualquer um mais truão sabe que é melhor ficar perto do suposto mais rico que longe dele e se “autofavelizar” não é bom para ninguém até para os palestinos que sabem bem que todos nós devemos progredir e não regredir, com relação a convivência entre os dois claro que houve excesso de ‘alguns’ poucos e não muitos israelenses mas os palestinos não são cordeiros e não ficam atrás, curioso que a maioria hoje quer se ‘juntar’ e tirar proveito disso, a Alemanha fez isso e se me lembro bem o Iêmen fez coisa parecida, a Coréia vai nessa direção inclusive e vejam que é menos dramático porem mais importante na ótica econômica como a união monetária européia com seu euro e a nafta dão a indicação clara dessa vantagem do ‘juntar’ e não separar, mas porque na Palestina é diferente, estes querem se separam inclusive ainda recebendo dinheiro após essa separação de preferência de judeus! mais que coisa louca? Isso me parece coisa passional entre marido e mulher que após o divorcio um quer pensão alimentícia porquê não pode se manter sozinho e já se acostumou com a moleza do dinheiro.
Acho que há alguns abusos, como a invasão de hidrelétricas, por exemplo. Será que eles acham que vão conseguir expropriar alguma hidrelétrica para eles? Também acho que eles não deveriam se meter na questão da exploração do minério de ferro, já que eles não tem competência nem recursos para isso. Iam acabar usando recursos do Governo para criar uma mineradora que seria um “elefante branco” e cabide de empregos pra vagabundo. Ou então transformar a serra dos Carajás numa nova Serra Pelada.
No caso de Eldorado dos Carajás, disseram que foi despreparo dos policiais, que ainda por cima foram orientados para fazer o que fosse preciso. Não tiveram “jogo de cintura” para lidar com gente armada com paus e pedras. Não me lembro se os policiais estavam lá sem escudos. Se não levaram, foi um p. de um despreparo mesmo.
Acho que há alguns abusos, como a invasão de hidrelétricas, por exemplo. Será que eles acham que vão conseguir expropriar alguma hidrelétrica para eles? Também acho que eles não deveriam se meter na questão da exploração do minério de ferro, já que eles não tem competência nem recursos para isso. Iam acabar usando recursos do Governo para criar uma mineradora que seria um “elefante branco” e cabide de empregos pra vagabundo. Ou então transformar a serra dos Carajás numa nova Serra Pelada.
No caso de Eldorado dos Carajás, disseram que foi despreparo dos policiais militares, que ainda por cima teriam sido orientados para fazer o que fosse preciso. Não tiveram “jogo de cintura” para lidar com gente armada com paus e pedras. Não me lembro se os policiais estavam lá sem escudos. Se não levaram, foi um p. de um despreparo mesmo.
Zémané
“Näo consigo perceber um Uruguai ou um Chile, nem mesmo uma Alemanha ou Áustria como imperialistas: as tentativas históricas no passado fracassaram.”
Ora, se houve tentativas históricas no passado que fracassaram obviamente houve o desejo de ser imperialista, há uma boa diferença entre querer ser imperialista e conseguir. E só as potências que estão no topo tem poder suficiente para atingir este intento, o resto são apenas satélites que se defendem. Vide casos históricos, Roma, Portugal, Reino Unido, URSS, e atualmente os EUA.
Chile, Urugai e Israel não são exemplos de potências hegemônicas.
Amigos , depois de tantos feriados Judaicoas estou cheio de co0isas para fazer. estou de saida e tentarei entrar mais tarde.
um abraco a todos.
Mordechai,
Infelizmente seu último comentário fere os principios que eu defendo, mesmo com o respeito que tenho á sua pessoa, espero que não aconteça novamente.
Espero que compreenda a minha posição,
Um bom dia.
Felix\\
podes apagar quantos comentarios quiseres, eu continuio a achar o que voce apagou.
O MST e um movimento de criminosos professionais e como tal devem ser tratados. O que aconteceu em carajas acontecera em outros locais. Ninguem maois aguenta os sem terra professionais tumultuar a vida de todo mundo.
Mensageiro
eles nao querem desapropriar nada, eles apenas querem tumultuar. O o que voce disse, o que e que eles ganham invadindo uma nhidroeletrica, paralizando o tran sito ferroviario de uma empresa privada????nada, e o prazer de tumultuar e fazer os outros pedreme dinheiro.
Em qualuqer pais civilizado esse bando de crimin osos teria ido em cana faz muito tempo.
Mordechai, essas invasões do MST são um lobby para pressionar o Governo Federal a tirar terras da cartola, para ceder a eles.
Então a função é mesmo tumultuar para chamar a atenção pra sua causa. Se bem que eu acho que eles brincam muito com a sorte, ao invadirem propriedades privadas. Já pensou se eles invadem uma fazenda de um tal de Mordechai?
Ninguem quer saber da amazonia?
Mensageiro
A propriedade porvada e um direito finda,mental. No Texas se voce matar alguem que invadiu a tua casa, que esta dentro do perimetro da tua propriedde e tu atirastes de dentro,…presta bem atencao…NEM SEQUER IRIAS A JULGAMENTO…..
se essa corja de desocupados professionais invadissem as vastas propriedades do tal de Mordechia, iram sair de carona dentro de rabecao.
Mensageiro
pesquiza e vers quantos titulos de propriedade de terra foram distribuidos ao sem terra pelo governo FH, e verasa que , se considerarmos todos os lotes distribuidos, nao deveria existir um unico sem terra.
Os caras vendem os lotes e voltam a fazer ocupacoes….
O Brasil é estranho. Talvez devido aos excessos do regime militar, as autoridades parecem temer coibir ações de movimentos populares quando elas exorbitam seus direitos e afrontam a lei.
Por exemplo, no meu estado a polícia não atende ao chamados de fazendeiros na eminência de terem suas propriedades invadidas sob a desculpa de não terem contingente suficiente…
O governador também foi legalmente constrangido há alguns anos a cumprir mandado de reintegração de posse - o nao cumprimento poderia ter-lhe custado o próprio cargo - do contrário teria ignorado uma decisão judicial de segunda instância.
Po Ze
e como e que o cidadao defende os direitos dele????.
Isso nao e movimento popular, isso e crime organizado.
Isso tudo acontece devido a certeza da impunidade.
Se acontecessem mais um par de carajas, eu te asseguro que iriam pensar duas vezes.( felix, espero que nao censure e que nao se atribua o direito de filtrar o que devo ou nao devo pensar)
O no MST tem ate’ argentio, paraguaio, urugauio tudo sem terra!
O pessoal tem razao os estrangeiros estao pondo a mao no brasil!
Mordechai:
Precisamente. Um fazendeiro destas bandas, acompanhado apenas da família e de alguns poucos empregados, atirou e matou invasores (antes teria atirado para cima, sem sucesso). Resultado: foi preso e responde por homicídio. Conseguiu se livrar da prisão por exercício de legítima defesa, mas imagina o que que cara não sofreu, além da crítica da imprensa populista, que bradava coisas do tipo ¨fazendeiro assassino mata covardemente sem-terra.¨
Minha pergunta é o que esse país pode virar dentro de alguns anos. MST, mais simpatia do governo por Chaves e Morales, apoio do vice-governador do meu estado à eleicao no Paraguai de um candidato de esquerda que quer triplicar no mínimo o preço da energia vendia ao Brasil por Itaipu…
Estudo no momento aproveitar a ascendência islandesa que tenho por parte de mãe (50% xucruta, 50% islandesa) e me arranjar logo um passaporte europeu. Islândia não é EU, mas já é espaço Schengen. De lá para “o” Alemanha é um pulinho. Adoro meu país, mas se as coisas ficarem pretas por aqui, se tiver oportunidade me mando.
Ze’,
“mas se as coisas ficarem pretas por aqui”
E ja’ nao estao?
Cerca eletrica, portaria dupla, seguranca armado, carro blindado? O que falta pra’ coisa ficar preta?
Felix,
e’ muito confuso essa coisa do nome do comentarista aparecer no fim da mensagem.
Ainda acho que tem que parecer no topo em destaque.
obrigado.
Massa:
O pior é que é verdade. E olha que estamos numa fase de crescimento econômico contínuo… Para ficar pior só falta a luta armada, que poderá ocorrer caso certa esquerda no poder veja frustradas suas pretensões nas próximas eleicoes presidenciais. Nesse cenário prevejo “levantes populares” na cidade e no campo. Levantes armados, claro. Este é o pior cenário imaginável.
Todavia, como Direita neste país é sinônimo de lixo (Lobao, Lobinho, ACM´s, Bornhausens e quejandos), há os que consideram improvável o cenário que acabo de pintar.
Ze’,
negocio e’ comecar a procurar a oportunidade deste de ja’! Oportunidades nao aparecem elas se criam! Falei bonito!
QUal seu “background’?
Ao que me parece o modelo urbano contemporâneo está chegando ao fim pelo menos aos moldes como estamos acostumados, no momento com a internet e melhores condições no campo tal como logística e transportes eficientes junto a crescente valorização das commodity esta nós dando agora uma nova opção de sustentabilidade de vida, não só essa vidinha cotidiana de acordar e ir para o escritório que era coisa de pessoas bem sucedidas aos olhos de nossos ascendentes, mas também agora tornou-se uma lucrativa vida rural porquê potencias emergentes tais como a China e Índia precisarão de matérias primas e biocombustíveis ou fósseis e o Brasil sai na frente com larga vantagem pois poucos paises reúnem tamanha disponibilidade de terras e situação geopolítica estável como nossa terra verde e amarelo.
Mordechai,
.( felix, espero que nao censure e que nao se atribua o direito de filtrar o que devo ou nao devo pensar)
Eu não me atribuo este direito Mordechai, mas eu me atribuo o direito em manter neste blog o material que decidir e isto por um motivo sério, eu sou aquele que vai responder pela sua liberdade de expressão e de qualquer comentarista frente a lei ao qual este blog está submetido.
Apesar nos comunicarmos num mesmo idioma nós não estamos sujeitos ás mesmas leis, oque é livre para você no Canadá pode não ser livre para alguém no Brasil e nem para mim aqui na Alemanha.
Só que independente do idioma, quando você coloca um material que pode ir contra a lei do país onde o proprietário do blog vive…quem entra bem é o blogueiro e não o comentarista.
Este é o risco, e é claro que você não precisa se submeter á restrição de liberdade ao qual eu estou submetido, aliás esta foi a mesma situação que o Guterman viveu no passado, a de estar entra a liberdade de quem posta algo e a liberdade dele próprio, como hoje é o meu caso.
Me reservo o direito em fazer oque fiz, não penso realmente que vou necessitar repetir a dose, mas este direito vem da responsabilidade que carrego.
Este é um registro que necessitava fazer independente de qualquer frequência ou continuidade deste espaço.
Felix
No comentario que voce censurou, nada havia que pudesse ser considerado um abuso da liberdade de expressao, o comentario foi, inclusive, feito de forma jocosa.
Eu sei que nao preciso me submeter a nehum tipo de scensura, tambem sei que voce tem o direito de censurar quem quiser sem ter que dar satisfacao a ninguem, da mesma forma em que eu tenho o direito de frequentar ou nao o seu espaco, se os seus criterios para censurar nao forem os que eu acredito sejam os adequados.
Entao estamos numa boa situacao de empate, nem voce precisa de mim para tocar o seu blog nem eu preciso dele para continuar a minha vida.
Bem parece que as coisas melhoram por here!
O Felix não conhece direito o velho Mordechai!
Fan Chi estava fazendo uma caminhada com Confúcio sob o Terraço da Dança da Chuva. Ele disse: “Posso perguntar-vos como se acumula poder moral, se neutraliza a hostilidade e se reconhece a incoerência emocional?”
O Mestre disse: “Excelente pergunta! Colocar sempre o esforço acima da rencompensa: não é o caminho para acumular o poder moral? Atacar primeiro o mal que está em si mesmo e não o mal que está nas pessoas: não é esse o caminho para neutralizar a hostilidade? Pôr a si mesmo e seus parentes em perigo num súbito ataque de ira: não é isso um exemplo de incoerência?”
Hmmm, bonito pensamento. Lembra-me de santa Tereza de Ávila, lá do tempo de Luís XIV, que dizia: “ser exigente consigo mesmo, mas paciente com o próximo.”
Mestre I-Ching
Sem dúvida é fácil achar defeito nos outros mas é difícil achar em si mesmo.
Confesso que gosto dos pensadores pietistas como Boehme, Sao João da Cruz e Tereza de Ávila. Do penúltimo, o poema “Noite escura da alma” é um clássico, além de ser uma das primeiras produções literárias em língua espanhola.