23.Junho de 2008, O diretor do Centro para Estudos da Turquia na cidade de Essen na Alemanha, Faruk Sen, declarou num jornal turco que a situação na Europa para os cidadãos turcos é similar à aquela vivida pelos Judeus até o final da Segunda Guerra Mundial.
A notícia publicada no jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) não traz nenhuma novidade no que tange a postura da comunidade turca vivendo em solo europeu, a declaração do cidadão acima também não representa grande novidade dentro do comportamento das elites turcas.
Oque é especialmente sério neste caso é a reivindicação constante de um status de vítimas que não corresponde à realidade, aqui se trata de um caso grave de manipulação na representação de uma situação social e ao mesmo tempo um caso de desrespeito ao povo judeu.
-Empresas de notícias turcas não só venderam material racista e anti-semita na Alemanha como retransmitiram programação anti-semita produzida no Irã, enquanto anti-semitas fica incompreensível reclamarem para si um status de um povo que combatem com a mesma diligência de qualquer jihadista.
-Turcos se isolaram em guetos, não foram os alemães ou europeus que os colocaram lá, não existe na Alemanha em especial uma tradição em impedir alguém em morar em determinado bairro, diversos fatores colaboram para o isolamento turco, a tendência em comprarem noivas na Turquia, a religião e o nacionalismo turco que os faz pensarem ser a Nação mais gloriosa da face da terra.
Para não esquecer, além da desgraça do Holocausto na Europa de hoje ataques anti-semitas não são coisa rara, seja por islâmicos contaminados pela propaganda de ódio com origem no Oriente Médio, Al-Manar entre outros, quer pelos grupos neo-nazistas que operam no continente, assim o risco para os Judeus na verdade não terminou, ele se mantém latente e muito deste risco parte, mais uma vez, da própria comunidade turca.
Turcos nunca foram nem de longe ameaçados como judeus foram e ainda o são nos dias de hoje.
No entanto para tentarem angariar poder político, e um tipo de poder político com ligação religiosa como a do partido turco AKP do atual Ministro Ergodan, turcos estão dispostos à todo tipo de manipulação, como por exemplo o caso do incêndio em Ludwigshafen-Alemanha, onde deste o primeiro momento se procurou colocar a culpa do incêndio à grupos radicais de direita, na época grupos ativistas turcos já mostravam cartazes procurando utilizar o poder de pressão sobre os alemães que o Holocausto propicia. Posteriormente a possibilidade de um atentado foi descartada, as causas do incêndio indicaram acidente e não um atentado, as investigações foram acompanhadas por uma equipe técnica enviada pela Turquia, as acusações feitas na imprensa turca não foram retiradas.
O caso não é o de defesa dos alemães étnicos, mas sim separar o joio do trigo nesta discussão eo principal é revelar uma apropriação de uma verdade histórica enquanto eles mesmos, os turcos, contribuem para que a História se repita, para refrescar a memória de quem já leu algo à respeito e elucidar melhor meu ponto segue um comentário de uma matéria publicada no DieTageszeitung, outro jornal alemão, que reportou o anti-semitismo de origem turca:
Os Olhos Azuis de Sarah
Publicado em 02.05.2006 pelo TAZ, matéria no original.
O Anti-semitismo permaneceu por um longo tempo como um fenômeno menor na Turquia, porém tanto no meio islâmico como no meio nacionalista turco as teorias de conspiração anti-semitas estão florindo, e à partir daí encontram seu caminho até a Alemanha.
A matéria comenta o Filme ¨Vale dos Lobos¨ e seus elementos de propaganda anti-semita, sobre este filme foram publicadas na Alemanha e em outros países uma série de matérias criticando duramente a obra, uma das matérias publicadas na Alemanha sobre o caso explicou de forma clara o caso:
Cinemaxx retira o “Vale dos Lobos” de sua programação.
Publicado no Spiegel Online em 21.02.2006
A acusação de anti-semitismo contra o filme se baseia de forma mais forte em uma cena, um médico judeu trabalhando numa prisão iraquiana retira friamente os rins de um prisioneiro e os coloca numa embalagem para transporte, nas embalagens se pode ler os destinatários, ¨Tel Aviv¨, ¨Londres¨ e ¨Nova Iorque¨, o exagero é tão grande, tão rídiculo e tão repulsivo que obviamente atinge e influencia a platéia, críticos vêem na cena uma moderna forma ou variante do ¨Líbelo de sangue¨ da idade média, onde os judeus foram acusados de sacrificar crianças em rituais religiosos.
Voltando ao TAZ, alguns outros aspectos do anti-semitismo de origem turca podem ser constatados em fatos como a venda e divulgação do infame ¨Protocolos dos Sábios de Sion¨ ou ainda a venda da tradução turca do ¨Mein Kampf¨, a divulgação dos Protocolos se remete também aos nacionalistas turcos, aliás toda a vez que nacionalistas precisam de um bode expiatório lançam mão desta invenção, seja na Turquia como no Brasil. Os livros foram encontrados à venda anos atrás numa feira ocorrida numa Mesquita em Berlin.
Os Donme, os Marranos da Turquia.
Este caso atinge não judeus igualmente e demonstra o quão forte o anti-semitismo pode ser, e os dois fenômenos ou sociopatias, o islamismo e o nacionalismo, mostram como exercem influência negativa e destruidora dentro de uma sociedade, as similaridades desta simbiose islamo-fascista também permite a elaboração de paralelos dentro da marginalia política brasileira, o TAZ explica:
O novo sucesso são os livros que procuram transferir a responsabilidade da decadência turca aos Dönme.
Dönme é o nome que os turcos concedem aos seguidores do Rabino Sabbatai Zwi e seus descendentes, além disto Donme também significa apóstata na lingua turca.
Sabbatai Zwi há 300 anos atrás se declarou o Messias e com isto atraiu judeus de toda Europa à Turquia, em 1666 foi preso e condenado à morte pelo Sultão, para escapar à condenação ele e seus seguidores se converteram ao Islã.
O Rabino Zwi entrou para a história judaica como sendo o ¨falso Messias¨. Seus seguidores foram, à exemplo do que aconteceu aos Marranos da Península Ibérica, considerados como sendo Cripto-Judeus, evitados e odiados ao mesmo tempo por conservarem ritos e costumes judaicos mesmo após sua conversão.
Como muitos dos descendentes dos seguidores do falso Messias acabaram se transformando em expoentes da sociedade turca, e como não importando a sociedade onde se viva neste mundo, uma ligação com o povo de Israel garante uma diferenciação automática dos demais dentro de uma população, estes ¨marranos turcos¨ acabaram se transformando no mais novo alvo de perseguição dos dois grupos já comentados, islâmicos e nacionalistas fascistas.
A matéria no TAZ explica como esta perseguição é mais evidente dentro da esquerda nacionalista e como estes ¨social nacionalistas¨ turcos pressionam políticos através de publicações, basta na verdade que se levante a suspeita de um deles possuirem passado judaico para que o alvo seja colocado em evidência. Um destes escritores, Yalcin Kücük é especialmente ativo já tendo colocado em dificuldades até o Ministro do exterior da turquia na época, Abdullah Gül. Outro ponto interessante, Yalcin atuou como consultor na produção do filme ¨Vale dos Lobos¨.
Zahra’s Blue Eyes
Um dos exemplos mais notórios de anti-semitismo entre os turcos na Alemanha ficou por conta da divulgação do filme ¨Os Olhos Azuis de Sarah¨, uma produção iraniana que foi traduzida para o idioma turco e transmitida pela emissora turca TV5, posteriormente este filme foi transmitido por satélite para a Europa além de ter sido comercializado e divulgado em instituições religiosas turcas na Alemanha.
Conclusão,
Afirmações como a descrita no inicio deste post despertam mais que incompreensão, despertam rejeição. A hipocrisia contida na comparação da situação dos turcos com a dos judeus durante o nacional socialismo (e mesmo a situação das comunidades judaicas de hoje, onde proteção policial de seus membros ainda se faz necessária) não é somente sinal de imaturidade social, política ou algum tipo de má interpretação da realidade, é resultado de um projeto barato de vitimização sem contato com os fatos e por isto deve ser rejeitata sem esquecer que grupos racistas alemães trabalham diligentemente contra todos estrangeiros neste país e radicais de direita atuam em nível europeu, portanto são inimigos de toda a sociedade.
Meu problema em especial em relação à esta postura turca reside no fato de que o comportamento das suas elites é tão nocivo quanto o de outro qualquer grupo com fortes sentimentos de inferioridade e dominados por classes políticas que transitam do mais burro Fascismo e Nacionalismo além do fanatismo religioso, neste caso os judeus são usados como instrumento de todos eles em sua difusão de ódio.
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Felix:
Esse é daqueles posts em que você não só apresenta o problema, o disseca e apresenta a conclusão - praticamente nada resta a comentar.
Apenas uma observação: seu artigo não menciona onde residiria o anti-semitismo no filme Os Olhos Azuis de Sara. Talvez esse trabalho seja conhecido na Europa, mas creio que poucos de nós aqui ouvimos falar dele.
Lamento também saber do aumento do antis-semitismo entre os turcos, povo que soube acolher os judeus em um certo momento da sa história e cujo país tem tido Israel como um aliado digno e confiável.
Zé,
Seu comentário é correto, eu procuro dividir posts em três categorias, aqueles que convidam à discussão e cujo o conteúdo fica por conta do pessoal, aqueles que são específicos demais por se tratarem de assuntos alemães de interesse geral mas com referências no idioma alemão, estes necessitam de uma explanação mais detalhada, eles são mais uma documentação (este post por exemplo),
E por fim os posts que não possuem nenhum conteúdo político, os posts ligados à assuntos do cotidiano e informática.
Apesar das classificações acima, posts que forçam posições absolutas e não convidam à discussão são problemáticos, ou o comentarista concorda ou discorda…isto não é construtivo nem interessante, fica a questão:
Como evitar isto ?
Well, o primeiro passo foi seu alerta que estou levando em consideração, dividir com mais sabedoria os pesos do post na frente do blog com o conteúdo desenvolvido na discussão do grupo, creio que seja por ai.
Os Olhos Azuis de Sarah,
Vou procurar colocar mais à frente minhas impressões sobre o filme, ele é barra pesada em termos de propaganda anti-semita.
Dica,
Você o encontra no Youtube com o título em inglês, não tive a intenção em colocar um link para ele aqui, apesar do valor como informação a propagação de dejetos desta espécie me forçam à sacrificar por vezes o conteúdo das matérias.
Felix:
O fato de que neste post em particular, como também em alguns da mesma categoria anteriores, você ter abordado a questão tão bem e de modo tão completo que pouco resta para comentários não é em si um problema: há situações em que se inteirar de fatos novos e aprender é o que basta.
Nesses casos você funciona como um batedor que, de sua posição privilegiada, nos mostra o panorama que descortina daí, e que seria muito difícil vislumbrar sem sua ajuda. Claro, temos o die Zeit, o Südwest Zeitung, o Spiegel ou mesmo uma Stern (aaarrgh!) etc., mas quem tem a obrigação de ler/conhecer um idioma tão hermético como o alemão? E, além disso, haja tempo!
Stern (aaarrgh!)
kkkkk
Só uma pessoa com profundo conhecimento da mídia alemã poderia fazer tal comentário.
mas quem tem a obrigação de ler/conhecer um idioma tão hermético como o alemão?
Verdade, somente os condenados como eu e os cultos como você, uma posições solitárias com certeza.
Felix
Va uma sugestao. Nao poste tantas materias de uma vez so. E impossive comentar elas todos assim voce esvazia todos eles ao desviar a atencao para varios ao mesmo tempo.
É que hoje estou inspirado Mordechai.
Mas vou tentar manter meus impulsos criativos dentro de um limite adequado.
Valeu o alerta.
“Voltando ao TAZ, alguns outros aspectos do anti-semitismo de origem turca podem ser constatados em fatos como a venda e divulgação do infame ¨Protocolos dos Sábios de Sion¨ ou ainda a venda da tradução turca do ¨Mein Kampf¨, a divulgação dos Protocolos se remete também aos nacionalistas turcos, aliás toda a vez que nacionalistas precisam de um bode expiatório lançam mão desta invenção, seja na Turquia como no Brasil. Os livros foram encontrados à venda anos atrás numa feira ocorrida numa Mesquita em Berlin”
Félix
“Como no Brasil”?, esse Brasil eu não conheço, não da para comparar o anti
semitismo brasileiro com o de outros países, se há, são casos isolados e não contam nada.
E que nacionalismo há por aqui? muito fraco e restrito ao futebol e outras bobagens, não dá para comparar com outros países.
“Como no Brasil”?, esse Brasil eu não conheço, não da para comparar o anti
semitismo brasileiro com o de outros países, se há, são casos isolados e não contam nada.
Talvez não contem nada para você Rogério, mas anti semitismo é um problema assim como qualquer forma de racismo e discriminação, tentar quantificar ou qualificar não é o caso, mas sim reconhecer que exista ou não, e existindo lhe dar combate.
Claro que covardes sabem se esconder sob o manto do anti sionismo como escudo para seu anti semitismo.
O nacionalismo que existe no Brasil é aquele que classificam e classificaram pessoas com perfil internacional como eu e outros que participam deste blog e, dos antigos que freqüentávamos, como traidores e cidadãos de segunda classe.
Este é um problema que tive que confrontar e ainda me confronto.
Entendo sua incompreensão, mas como espelho do que penso este blog não se desvia desta realidade.
Gente, ‘gostaria muito escrever, mas estou ocupadissimo…falamos uando der.
Mas Félix …reafirmo o que já disse em outros posts, são uma minoria, pessoalmente não conheço ninguém assim. há no Brasil o fenômeno do racismo cordial, contam piadas, falam mal, mas raramente vemos alguma atitude radical contra qualquer minoria.
Melhor direcionar suas baterias para a Alemanha e Europa, pelo que estou lendo aqui, o problema é grande por estas bandas e deve ser combatido.
Se todos fossem racistas como os brasileiros não haveria guerras no mundo. ( aliás este nem funcionaria direito)
Nos ¨vemos¨ outra hora mestre, até lá..tudo de bom.
Minhas baterias Rogério eu direciono para o alvo que julgo adequado, julgamentos pessoais são isto, pessoais.
Como me sinto atingido pelo fenômeno reajo e vou continuar reagindo desta forma, cada pessoa sabe onde o calo lhe doe, e o meu doe onde eu o tenho.
Mas é verdade que na europa o caso é pior do que no Brasil, e aqui reside sua mácula lógica, a de não entender que exatamente por ser pior na Europa e por conhecer tão bem que desprezíveis estes camaradas são, e quão danosos são os efeitos disto, procuro defender meu país natal desta influência.
Racismo cordial não existe, oque existe são racistas mais ou menos covardes, ou sociedades mais ou menos consequentes…tanto para o bem, quanto para o mal.
Claro Félix, quem sou eu para falar o que deve fazer, ainda mais em defesa de seu país.
No entanto é o que estou fazendo também, pelo fato de conhecer meu país e algumas pessoas, que servem como amostra estatística, posso afirmar que não há perigo para os Judeus aqui, conheci Judeus na faculdade, amigos de minha namorada, Resezaki e Minkovicius, convivia com eles diariamente e nunca falaram nada a respeito de anti-semitismo no Brasil e ninguém na faculdade, repito, ninguém nunca falou qualquer coisa contra eles pelo simples fato de serem Judeus ( nem por outro motivo já que eles eram gente finíssima).
Racismo há em qualquer lugar, faz parte da natureza humana a aversão ao diferente, é instintivo, resta-nos animais racionais percebê-lo e lidar com ele de forma a sempre aglutinar e unir dentro do possível.
Pelo que aprendi nos blogs da vida, esse antisemitismo durará muito ( ainda não entendi completamente o por que da força deste sentimento racista( raças? que raças?), apesar de todas as explicações).
No meu modesto entender, isso só ocorrerá quando não houver diferenças significativas entre os povos, tanto de grana, quanto de cultura( e obviamente a questão religiosa).
Quem sabe um dia o socialismo,e o liberalismo andem de mãos dadas abençoados por um único Deus.
“Mas Félix …reafirmo o que já disse em outros posts, são uma minoria, pessoalmente não conheço ninguém assim.”
Aqui no Sul, conheco anti-semitas de montão. Por exemplo, tenho uma colega no Goehte que, nos emails, coloca seu segundo nome como “Heil”, que, no caso, é uma referência nada sútil à conhecida saudação “Heil Hitler”.
Parte significativa de meus conhecidos consideram os judeus apenas uns lobbistas chorões, e se você acredita na conversa deles, não passa de um bobo.
Eu mesmo, um chutzpa (ignorante) interessado em Judaísmo/cultura judaica, sou visto com muita estranheza por meus pares, e considerado “judeu demais” (de judeu, na verdade, não tenho nada: não passo de um “goyabão”, ou seja, um “goy” muito do “goiaba”, como dizemos por aqui). Quando alguém me apanha lendo as mitzvah, Malmonides ou outro comentarista cuja leitura vale a pena, sou visto como uma animal bastante raro.
Resumindo: há no Brasil uma nítida reserva em relação a judeus ou ao Judaísmo em vários meios, e que não raramente redunda em anti-semitismo. Certamente é menor do que na Europa, mas que existe e se alastra, isso é um fato, o que me leva a perguntar se o destino, na próxima esquina da história, não está reservando ao povo eleito mais um pogrom.
Rogério,
Assim como o Zé conhece alguns casos eu conheço alguns também, conheço da mesma forma casos que se assemelham em muito ao que você comentou, existem judeus que sequer sentiram alguma diferença ou discriminação.
O caso no entanto continua o mesmo, o anti semitismo existe no Brasil e ele é fruto do trabalho de propagação tanto da esquerda mais radical quanto da direita, que ele seja incipiente ou mesmo sobre sua intensidade, sobre este pontos poderíamos discutir, sobre sua existência creio que não.
O Brasil não é um país imune ao ódio, pelo contrário, o caldo de cultura onde radicalismo se desenvolve é composto de frustração e desorientação, impotência e descrença num sistema ou justiça social.
Estes componentes estão à mão no Brasil e alguns os usam.
Por tudo o que mostrei acima, admitir que você está correto seria admitir a futilidade da existência deste espaço, não estou disposto à isto, e não por vaidade, mas por pensar que você está enganado em sua avaliação, tenho meus motivos para isto e esta situação não carrega de forma alguma um juízo de caráter, é simplesmente um caso de posição que ocorre em função de maneiras diferentes em ver as coisas, ou mesmo experiências pessoais.
Continuemos pois na defesa de nosso país, cada um da sua forma, esperando que a minha não signifique a necessidade da sua rsrs
De forma alguma Félix. No fundo o objetivo é o mesmo tentar separar o joio do trigo e na base da persistência tentar eliminá-lo.
Sem dúvida há o racismo, no blog do Guterman percebíamos isso, porém não sei definir o que realmente era puro anti-semitismo, pois havia os que entravam apenas para se divertir atacando o Guterman, provocar o Mordechai tornou-se uma diversão para muitos, também havia os desecendentes de Árabes gerando o eterno flaxflu ( no caso não é puramente anti-semitismo, pois todos são semitas, apenas o conflito gerado pelo antagonismo histórico).
Preocupo-me em saber qual a força deste anti-semitismo que fala, mas não consigo percebê-lo, pois não vejo declarações destas parcelas que citou, a extrema esquerda ou da direita, menos ainda atitudes, se puder fornecer informações específicas e importantes para podermos analisar seria de grande valia, afinal não podemos permitir que idéias tão primitivas e danosas prosperem em nosso país.
Félix
Ningém está imune ao ódio, é um sentimento humano ,que aflora em situações limites, como sou um pequeno burgues nascido e criado em um redoma não sinto este tipo de sentimento, no máximo uma raiva passageira.
Porém no Brasil o ódio que salta aos olhos é aquele gerado pelo conflito social, derivado da pobreza associada a outros fatores, não do povo comum que se resigna e consegue levar uma vida boa em termos psicológicos, apesar da pobreza.
O ódio está na ponta radical do crime, assistindo os filmes Cidade de Deus e Tropa de elite, podemos ter uma boa base disto. Porém não há o ódio gerado pela religião, ou mesmo racial. A imensa maioria da parcela do povo brasileiro coexiste pacificamente com os considerados de outra raça. Eu por exemplo sempre tive amigos negros, japoneses, turcos que moravam na minha rua e nunca presenciei nenhum conflito baseado na diferença de raça. Há alguns grupos de nazistas,por aí, mas são casos tão isolados que em uma pesquisa estatística daria em traço, por sua insignificância.
Xenofobia é algo raro aqui, qualquer estrangeiro é bem tratado, talvez até por causa de um sentimento de subserviência coletivo existente no brasileiro em relação aos estrangeiros, de admiração pelos “civilizados”.
Mas percebo uma certa contaminação do racismo derivado dos acontecimentos internacionais das últimas décadas, especificamente o 11 de setembro, a invasão do Iraque e etc, contra os Árabes, nada forte, a ponto de haver segregação de descendentes de Árabes, guetos nem pensar, mas a formação de um certo sentimento preconceituoso é visível.
E isso também não podemos permitir, afinal não podemos cair no erro de generalizar e tomar partido em um conflito de forma unilateral, a obrigação de qualquer cidadão do mundo que tenha responsabilidade é lutar para apaziguar, para solucionar o problema de forma pacífica sem vestir uma camisa específica, pois ao fazermos isso tornamo nos combatentes e fugimos do objetivo principal e desejado, a paz no mundo.
Zémané
Possibilidade sempre há, e estamos aqui também para tentar evitar não só o extremos, os pogrons, como também a propagação insidiosa do racismo, ou anticulturalismo (neologismo).
Com diálogo conseguimos alguma coisa, um trabalho de formiga, mas o diálogo isento elucidador, analisando o por quê de determinados comportamentos, o porquê dos conflitos que existem pelo mundo, o desenrolar histórico, tentando mostrar que apesar das diferenças, somos todos iguais.
O racismo é fruto da ignorância ou da distorção gerada por interesses egoístas. Considero esta uma estratégia adequada, o diálogo amistoso, entrar em confronto para assegurar um ponto de vista ou uma determinação unilateral de ataque ao teorico oponente, neste caso específico, implica em receber um tiro pela culatra. A estratégia do Mordechai nos blogs da vida é totalmente equivocada pois qualquer um com discernimento razoável sabe que na história não existem bandidos e mocinhos e que dar tiros a torto e a direito é a estratégia de bandoleiros, e estes são malvistos pelo cidadão comum. colher antipatias desnecessáriamente é contraproducente.
O diálogo franco e aberto reconhecendo inclusive os próprios erros ( ou do seu povo ) quando couber, angaria a simpatia e eleva o nível do debate, além do fato de que precisamos de informações relativamente seguras para melhor compreender a situação e traçar estratégias.
Well, Rogério, crente que sou no valor da liberdade de expressão, não julgo o Mordechai, nem tenho pretensão de lhe dizer como deve se comportar: é uma pretensão nossa, bem brasileira, tentarmos enquadrarmos terceiros em nossos estreitos modelitos de “certo” e de “errado”, e que indica o quão pouco somos tolerantes, apesar de adorarmos alardear o contrário.
Não havendo apologia a crime e tentativa de doutrinação ideológica, tão freqüentes em alguns blogs da vida, sou capaz de ouvir qualquer discurso. O mesmo deveria valer para cada um de nós.
Mas essa é só minha modesta opinião: cada qual com as suas luzes. Bom fim de semana!
Rogério,
Diálogo franco e aberto só é possível num meio onde existe uma confiança entre as partes.
A internet apesar de todas as facilidades não ajuda muito neste aspecto, penso eu pelo menos.
E o tema em questão envolve muitos aspectos emocionais que tornam tudo mais difícil.
Criticas às pessoas que participam deste blog eu faço em privado, elogios eu faço em público.
Mas o Mordechai é alguém que respeito, confiança e respeito não significam estar o tempo todo concordando e trocando elogios, a discussão às vezes acalorada faz parte da convivência, mesmo na internet.
No mais, faço as palavras do Zé Mané as minhas,
No mais, um bom final de semana à todos.
Shabbat shalom.
Félix e Zémane
Não se trata de certo ou errado, cada um faz o que quer claro, só considero a estratégia errada ( mas claro que posso estar errado ) é apenas uma opinião. Tenho o mal costume de tomar-me por modelo de tudo, prefiro o diálogo do que o conflito ( se bem que pensando bem, já cheguei a xingar alguém no blog ) e evidentemente é uma crítica construtiva, até por que o Mordechai não está impedido de ler e responder, inclusive uma boa qualidade que vejo no Mordechai é o fato de não deixar ninguém sem resposta, muitas vezes critiquei-o e ninguém saiu ferido rsrsrsrs.
Não tenho a pretensão de ser o dono da verdade, mas como qualquer um esta é a minha verdade relativa do momento.
Abraços a todos