
Política é assunto para adultos, infelizmente o Hamas demonstra estar ainda na pré-puberdade.
Mesmo os mais otimistas com os quais tive contato e discussões sobre a trégua ou Hudna estabelecida junto ao Hamas demonstravam desconfiança e resistência em aceitarem a possibilidade disto funcionar, a prova não demorou muito para ser fornecida, os motivos pelos quais um tratado com o Hamas já vem ao mundo como projeto morto também não são de identificação difícil.
Dois exemplos extraídos da Carta do Hamas:
Artigo 32
¨Seu plano (o dos Sionistas) é aquele descrito nos protocolos dos sábios de Sion, seu atual comportamento é a melhor prova para oque afirmamos…o abandono do conflito com o Sionismo é alta traição. Aquele que o fizer..que ele seja amaldiçoado. ¨Aquele que (em luta contra os infiéis) vira suas costas…contra ele se volta a ira de Allah, e sua morada deverá ser o inferno..(Corão 8:16)¨
A morte dos Judeus pelo Hamas é uma necessidade para a realização do final dos tempos:
Artigo 7
¨A hora do julgamento não virá enquanto os muçulmanos não guerrearem e matarem os judeus, assim acontecerá com cada Judeu que se esconder atrás de cada árvore ou pedra, a árvore ou pedra clamará:
¨Ó muçulmano, servidor de Allah, um Judeu se esconde atrás de mim, venha para matá-lo.¨
Não creio que seja necessário me estender muito tempo na avaliação desta coleção de absurdos, na construção da declaração de guerra que é a razão de ser do Hamas nem a absoluta rejeição por qualquer solução política que passe por algum tipo de consenso.
À partir dai esperar que uma trégua seja honrada por este grupo se equipara à querer fechar um contrato comercial com uma criança de cinco anos de idade, não vai funcionar, é pouco esperto…e completamente sem nexo.
Oque me leva hoje à comentar este tema é a declaração que o Hamas fez em relação à tal trégua:
GAZA CITY, Gaza Strip - The militant group Hamas said it remains committed to a cease-fire with Israel, but will not act as Israel’s “police force” in confronting militants who breach the truce.
The comments by Hamas leader Khalil al-Haya came shortly after Gaza militants fired three rockets into southern Israel Tuesday, lightly wounding two Israelis. It was the first attack since the truce took effect last Thursday.
Assim o Hamas não se vê obrigado à agir para a manutenção da trégua com Israel naquilo que se refere à outros grupos militantes em ação terrorista contra a pátria judaica.
Neste aspecto um blog em Israel descreveu a situação de forma exata:
Palestinos não são dignos de soberania.
Alguém entende os motivos ?
Evidente que algum miolo mole vai alegar que o Hamas não tem nada com outros grupos ou qualquer outra coisa nesta direção, o problema é que ao retirar o corpo fora da responsabilidade do exercício do Governo o Hamas demonstra ter a maturidade política de um colégio de chipanzés, pois o monopólio da força é premissa do Estado, se não aceitam a responsabilidade do Governo então não estão no Governo, se não estão no Governo Israel não precisa nem tem que fazer nenhuma negociação, não se fazem negociações com grupos terroristas.
Ser Governo implica o assumir de responsabilidades, os Palestinos… e aqui não interessa a bandeira que portam, Fatah, Hamas ou seja lá qual for, nunca foram capazes de honrar nenhum acordo de paz pois não atingiram um nível mínimo de maturidade.
O que se deriva desta situação é aquilo que temos comentado sempre, a fundação de um Estado Palestino é tão provável quanto a declaração de independência da Disneylandia.
Isto nos conduz à um outro pensamento, aquele que constata que certas decisões deveriam ser tomadas por adultos e não por moleques, e comportamento de moleque seria a expressão mais próxima da realidade que neste momento me ocorre.









Hmmm… Li no usa today que os lançamentos dos qassams foram feitos pelo pessoal da Jihad Islâmica, aparentemente em caráter excepcional, em resposta à morte de um comandante seu no West Bank. Esse grupo teria aceitado a trégua bastante a contragosto, por não envolver concessões israelenses no West Bank.
Todavia, se cada grupo contrariado em algum interesse seu se arrogar o direito de lançar mísseis contra Israel, a trégua não dura um mês - e quem vai pagar o pato são os próprios palestinos. O positivo, porém, reside no fato de o Hamas estar ansioso em manter a trégua, pois o embargo prolongado estaria afetando sua reputação em Gaza. Aguardemos, pois, os acontecimentos.
Há material abundante sobre o assunto nos jornais do dia, mas quem quiser consultar a matéria do usa today, basta copiar o link abaixo no seu browser.
http://ws.collactive.com/points/point?id=X09fA7ivr95G
Zé,
Até onde sei a JI não se incluí na trégua, este fato foi comentado diversas vezes na imprensa judaica européia.
De acordo com os comentários e analises que li por este motivo a trégua não teria nenhuma chance em ser mantida.
Dentro da praxis e ideologia do Hamas uma trégua só pode ser temporária, a Hudna é temporária, não significa um avanço em direção à um acordo, pelo que entendo da situação a coisa infelizmente é assim.
E se a Carta do Hamas ainda está valendo, e penso que esteja, então oque temos é uma pausa, nada além disto.
Obrigado pelo link ao Giyus.
Felix:
Quem comenta que a JI “fechou” como o Hamas, mas a contragosto, é a reportagem que o usa today publicou e cujo link indiquei. Aparentemente eles gostariam que o West Bank também estivesse incluído na hudna.
Sim, a trégua não é apenas uma pausa, mas se a liberação do tráfego entre a faixa de Gaza e Israel produzir um alívio significativo para os palestinos da região, a política do Hamas de “resistência”, lançando qassams contra Israel e permitindo que outros grupos também o façam pode cair por terra / se tornar impopular - é exatamente por isso que torço.
Se o Hamas não for absolutamente burro, também há de perceber que esta é a última chance que Israel lhes está dando antes de uma incursão armada.
Correção: Sim, a trégua é apenas uma pausa.
Zé,
Não sei se aqui estou certo, mas ao longo do tempo fui ficando cada vez mais pessimista em relação às intenções desta liderança palestina que comentamos.
O Hamas já se sustenta pelo uso da força, apesar de ter sido eleito ele varreu a oposição tempos atrás, se opor à ele em Gaza é um jogo perigoso, senão impossível, para grupos assim popularidade tem valor meio relativo, outro ponto…a mentalidade do martírio nos leva à crer que um número qualquer de baixas não seja caso para preocupação entre eles.
Esta pausa obedece um cronograma, existe um compasso entre as partes mais ativas contra Israel e quem dá as cartas no momento penso ser o Ahmadinedjad.
Se a pressão sobre o Irã falhar e Ahmadinedjad alcançar seu objetivo então a situação será realmente terminal, o Hamas vai usar tudo oque tem contra Israel.
Muita gente pensa que o uso de uma arma nuclear seja o risco mais real, eu penso que o uso do poder estratégico que a posse desta arma confere seja o maior risco.
Israel não terá mão livre para tomar a atitude necessária contra o Hamas, outros países se sentirão em posição de força para retaliarem Israel em qualquer situação, os terroristas se sentirão cada vez mais fortes e seus ataques serão cada vez mais infames, como se já não o fossem o suficiente.
Em suma, aquela tática de corrosão da confiança israelense e do sentimento generalizado de impotência dos cidadãos que se pode constatar em Sderot por exemplo, apesar da resistência e coragem daquela gente, o impacto psicológico é grave e este impacto eles pretendem estender à todo Israel.
Burros eles não são, o problema é a indiferença que eles já mostraram em relação à baixas civis, penso que já temos sinais suficientes para prever o quadro do que vem por ai.
Espero de coração estar enganado.
Felix
O que e realmente dificil de entender para o ocidente em geral e os americanos em particular e a mentalidade negociadora a respeito de qualuqer assunto, que os arabes tem.
Os arabes pensam uma coisa, dizem outra e sentem uma tereceira. Voce nunca sabe aonde vao achar a clausula que anula o contrato, a tregua ou a negociacao. Um mestre na arte de dar um passo a frente e dois para tras era o homosexual terrorista yasser arafat. Ele chegava ao cumulo de dizer uma coisa as TVs ocidentais e exatamente o contrario as TVs arabes.
Entre o estilo “arafatico” do abbas e a dialetica de destruicao do hammas prefiro o segundo que nao deixa margem a interpretacoes por parte nossa nem dos nossos aliados.
hammas e um movimento que e arabe, portanto nao tem a intencao de honrar contrato algum com Israel, nem sequer a tregua, ja rompida diversas vezes. A desculpa e que quem esta atirando contra nos, nao e o hammas, sao ” outros bravos resistentes” e eles ( hammas) nao sao a policia de Israel, entao assinam um contrato com a mao e apagam a assinatura com o cotovelo, bem ao estilo arabe.
Entendo que os outros nao entendam, mas nao entendo que os nossos politicos nao entendam.
Felix:
Se a situação é assim como você e o Mordechai descrevem, a coisa é bem mais grave. Todavia a paciência israelense parece estar chegando ao fim, ao menos é essa a impressão que temos ao ler as afirmações de uma Livni, ministra das relações exteriores.
O trágego entre a faixa de Gaza e Israel está interrompido sine die. Mais alguns qassams, e o Hamas (ou a JI ou os mártires de Al Aqsa) terão dado justificativa a Israel para realizar incursões armadas no território controlado pelo Hamas - o que é exatamente o que essa turma menos quer.
Ze mane
A nossao apciencia e nenhuma, mas existe o que deu-se a chamar de politca interncional e para que nos nao sejamos condeds unanimemente por inavdor gaza e matar criancinhas, mulheres gravidas e velhos indefesos, temos que tomar paulada antes de reagir.
Os arabes fazem esse jogo desde ue viram que nao podem nos derrotar. Qual o jogo?? atacam Israel e ficam para ver no que da, se for bom para eles , ninguem fala nada, se ficar ruim para o lado deles ai eles entram imediatamente com um pedido de resolucao na ONU condenando Israel ou pedidno o cese das hostilidades.
Em 1948 recusaram a resolucao da ONU que criava os dois estados, invadiram Israel na pesperanca de jogar os Judeus no mar. Perderam a guerra e imediatamente quiseram acatar a resolucao que antes tinham rejeitado. Eles pensam que o mundo e troxa ou o mundo esta agindo como troxa.
Se o mundo arabe nao se metesse nos acabariamos com toda a onda do hammas em duas semanas, eles sabem disso entao fazem o jogo quye descrevi.
A culpa e nossa, nos acostumamos o mundo a esse padra.
disse, nos os acostumamos a esse padrao.
Amigos
Como estou ” de feiras” sem mulher nem filhos, estou indo passaar o Shabbat na casa de um Rabino amigo.
Que tenham todos um excelente final de semana.
Shabbat Shalom leculam.
Grato, Mordechai, pelos esclarecimentos. Apenas continuo a não entender porque o Hamas não se preocupa em manter uma trégua que lhe traria benefícios óbvios, como tempo de se rearmar e aguardar a nuclearização iraniana, com todas as suas conseqüências. Não vejo lógica nisso.
Digo, não vejo lógica nesse comportamento.
Mordechai
Comportamentos de grupos baseados neste modelo de clãs é bastante complicado, apesar de sempre ter dado grande valor ao multi culturalismo, como poderia ser de outro jeito se no Brasil isto é parte da vida.
No entanto os anos de Europa me mostraram uma face diferente da convivência multi étnica, talvez a pior delas, uma face onde grupos se rejeitam, neste ponto posso dizer que não existe mocinho nem bandido, todos dão seu quinhão para o problema, mas existem alguns grupos que possuem a violência como método, estes ai são complicados.
Zé,
Quando alguém conseguir me explicar o mecanismo do martírio, ou como alguém entra nesta fria, então vou conseguir entender o Hamas, até lá vou procurar somente evitá-lo.
Felix:
ROFL (Rollin´ on The Foor and Laughing). Essa foi boa. Para entender a lógica do martírio e outros temas curiosos, sugiro visitar o site da memritv, http://www.memritv.org/
São trechos da programação de TVs árabes do mundo inteiro, com legendas em inglês.
Ola pessoal
somente agora que li o comentario da claudia no assunto anterior .
JA deixei aminha opiniao.
Ze mane
O hammas esta deseperado para manter a tregua, tanto que neste exato momento esta atras dos que nos atacaram nos ultimos dias.
Nos ultimos 6 meses perderam muitos militantes, a economia de gaza esta em ruinas, egito decidiu agir a cortar o contrabando de armas. Em outras palavras estao desesperados, d’ai que eu era contra qualuer tregua com eles, devriamos ter levado o cerrco e os ataques ate o fim.Agora eu espero que realmente eles vao se reorganizar, recrutar novos terroristas para compensar as perdas e estaro promntos para o porximo round.
Mordechai:
Exatamente: não se preocupar em manter uma trégua que só pode lhes trazer benefícios seria uma grande estupidez. Em seis meses se rearmam e, se levarem sorte, já poderão até ter a disposição a “bomba suja” iraniana, que pode também ser disponibilizada para a Síria. Aliás, depois que o Olmert entregar o Golã para o Assad (espero que não consiga), um ataque sírio ficará ainda mais fácil. O cenário fica cada vez mais parecido com o do Armagedon.
Ze
ai e que colide a retorica com a necessidade. O hammas jura que nunca reconhecera o direito de Israel de existir, que a plaestina vai do jordao ate o mediterraneo e que nucnca cesara o que eles chamam de rsistencia que nao passa de terrorismo.
Face a isso tudo, qual o sentido de pedir uma tregua a nao ser que estejam realmente sufocados?. Se eles acham que o caminho do terrorismo e o certo, pois bem, deveriam continuar ate o fim, se nao continuam e porque estao om problemas, porque inimigos so pedem tregua quando estao apertados, verdade?.
A dinamica de pedir uma tregua com uma mao e continuar atentados com a outra foi inaugurada por arafat quem declarava tregua em nome do fatah, mas as outras faccoes continuavam os atos terroristas como se ele nao tivesse controle nelas.
O hammas tentou essa tatica e recebeu, da parte do egito uma chamada dizendo que se os despeitos a tregua continuassem, Israel iria invadir gaza, com a aporvacao de toda a comunidade internacional. Pronto, foi o suficiente para que, como por magica, o hammas conseguisse controlar o Jihad Islamico.
Entao, nao a intrersse em quebrar a tregua, ha sim interesse em manter meia tregua, como se faz com um burro que se monta mostrando uma cenoura com uma mao e batendo com num chicote coma outra.
Nao deu certo, terao que repensar a tatica.
Olmert nao entregara o Golan. D-eus nao permitirah. Esse cara esta acelerando as conversacoes de paz com todos porque esta cpom problemas com a policia e isso e a unica forma de mater o poder.
Shame on him!!!
Voce ve a canalhice.
O governo aporvou a troca de centenas de prisioneiros pelos dois soldados sequestrados pelo hezbollah, quando todos sabemos que estao mortos. Entao, para se manter no poder o cara troca centenas de criminosos por dois cadaveres.
Shame on Him !!
Desse jeito o Hamas vai te contratar como consultor, Mordechai. Você entende mais dos caras do que eles mesmos.
Claudia
voce deve estar lendo a pagina de deseportos, ou deixou de entender portugues.
Escrevi isso por causa do seu comentário das 5:33 de ontem. Achei muito perspicaz.
Pena que para ler meus comentários raramente sua perspicácia funcione.
Ze,
por outro lado nao existe tregu indefinida ou tregua pela tregua.
Se esta tregua se fixar, serao necdessarios, por parte dos terroristas, outros passos para ir alem da tregua, e o unico passo que cabe ao hammas e reconhecfer a existencia do estado de Israel.
Entap o ue e feito? sabedores que a tregua e um elemento limitado, os terroristas aporveitam esta para se reagruparem, se rearmarem e sed preparam para o fim dda mesma que, inevitavelmente trara mais confrontos.
claudia
desculpe, agora e que entendio o que voce escreveu. Caiu a ficha
Pois, eis alguem que escreveu exatamente o que eu venho dizendo desde o blog do guterman.
Following the speech, a lawyer asked why I did not refer to “Palestinian suffering” and the lesson of the “Nakba” of 60 years ago. I told her, “You’re right, the Palestinian people - have - and are - suffering; and, you are correct, they did endure a Nakba 60 years ago, and there is an important lesson there. But the lesson to be learned is not that the Nakba was the result of the creation of the State of Israel. Rather, it was the result of the Palestinian and Arab leadership rejecting the UN resolution calling for the establishment of both a Jewish state and a Palestinian-Arab state.
“The Jewish leadership accepted the resolution, but the Palestinian and Arab leadership did not, which they had a right to do. What they did not have a right to do was attack the nascent Jewish state with the objective - as they acknowledged at the time - of initiating a ‘war of extermination.’ The result was, therefore, a double Nakba: not only of Palestinian-Arab suffering and the creation of a Palestinian refugee problem, but also, with the assault on Israel and on Jews in Arab countries, the creation of a second, much less known, group of refugees - Jewish refugees from Arab countries.”
IT IS tragic to appreciate that had the Partition Resolution been accepted 60 years ago, there would have been no Arab-Israeli war - no refugees, Jewish or Arab - and none of the pain and suffering since. Indeed, we would have been celebrating the 60th anniversary of both the State of Israel and the State of Palestine.
Moreover, this “double rejectionism,” where Arab leadership was prepared to forgo the establishment of a Palestinian state if it meant countenancing a Jewish state in any borders, not only found expression 60 years ago, but has underpinned the Arab-Israeli-Palestinian conflict ever since.
Yet the revisionist Mideast narrative - prejudicial to authentic reconciliation and peace between peoples as well as between states - continues to hold that there was only one victim population, Palestinian refugees, and that Israel was responsible for the Palestinian Nakba of 1948.
The result is that the pain and plight of 850,000 Jews uprooted and displaced from Arab countries - the forgotten exodus - has been both expunged and eclipsed from both the Middle East peace and justice narratives these past 60 years.
Será se um dia isso vai ter fim? acordo e mais acordo e enfim desacordo!
O acordo ainda nao foi rompido, Sutter. Vamos ver como ficam as coisa quando a trégua expirar.
Laila tov